Eneva autorizada a erguer usina termelétrica em Barra dos Coqueiros (SE) com R$ 3,76 bi
MME autoriza UTE Porto de Sergipe II, de 599,7 MW; usina irmã deve operar até outubro de 2028, dentro do mesmo complexo da Porto de Sergipe III, já publicada.
Resposta rápida
Eneva (SPE Complexo Porto de Sergipe): investimento de R$ 3,755 bi em Barra dos Coqueiros (SE). Fase atual: licenciamento; previsão: operação comercial da 1ª à 3ª unidade geradora até 1º de outubro de 2028. Serviços que a obra tende a contratar: montagem eletromecânica de turbinas a gás, subestação elevadora e linha de transmissão, tubulação industrial e caldeiraria e infraestrutura civil e fundações.

A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou, em 21 de setembro de 2026, a implantação da Central Geradora Termelétrica (UTE) Porto de Sergipe II, em Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju, segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.220, assinada em 17 de setembro de 2026 e divulgada pelo Atlas Público com base no Diário Oficial da União. O investimento estimado em bens e serviços é de R$ 3,755 bilhões, com a usina habilitada ao Reidi. A planta pertence à SPE Complexo Porto de Sergipe S.A., controlada pela Eneva, que assumiu o complexo termelétrico de Barra dos Coqueiros em 2022, ao comprar a então Centrais Elétricas de Sergipe (CELSE), incorporada ao grupo em 2023.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento em bens e serviços | R$ 3.755.115.920,00 (R$ 3,755 bilhões), segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.220 |
| Capacidade instalada | 599.684 kW (cerca de 599,7 MW), segundo a mesma portaria |
| Combustível | gás natural como combustível principal |
| Enquadramento tributário | habilitada ao Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) |
| Garantia de fiel cumprimento exigida | R$ 187.755.796,00, vigente por 120 dias após o início da operação comercial da última unidade |
| Outorga | 35 anos, contados da publicação da portaria |
Contexto
A Eneva é hoje uma das maiores geradoras termelétricas a gás do Brasil e vem ampliando o complexo de Barra dos Coqueiros desde que assumiu, em 2022, a usina já em operação Porto de Sergipe I (1,6 GW) e o terminal flutuante de regaseificação de GNL (FSRU) associado a ela, numa operação de R$ 6,1 bilhões mais a assunção de R$ 4,1 bilhões em dívidas, segundo o acordo divulgado à época. Desde aquele momento a empresa já sinalizava interesse em expandir o complexo com novas unidades, batizadas Porto de Sergipe III, IV e V. A Porto de Sergipe III, irmã desta usina, já teve sua autorização do MME publicada na mesma data e virou matéria do Radar Capex em 30 de outubro. Em agosto deste ano, a Eneva captou até R$ 3 bilhões ao antecipar parte da receita fixa da Porto de Sergipe I junto a fundos de investimento em direitos creditórios, com o capital destinado, segundo a empresa, à implantação dos ativos arrematados pela companhia no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, o que indica que ao menos parte da nova capacidade do complexo, possivelmente incluindo esta usina, já tem comprador de energia contratado em leilão.
O Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, citado pela Eneva como destino do capital antecipado sobre a receita da Porto de Sergipe I, é o mecanismo pelo qual o governo contrata usinas despacháveis, como termelétricas a gás, para garantir energia disponível quando a geração solar e eólica cai. Esse tipo de contrato costuma embutir prazo longo de pagamento fixo, o que dá à geradora previsibilidade de caixa para financiar a obra sem depender só de capital próprio. Barra dos Coqueiros já reúne infraestrutura de apoio ao setor de gás, como o terminal de regaseificação de GNL que acompanha a Porto de Sergipe I, o que facilita o abastecimento de combustível das novas unidades sem depender de uma nova rota logística.
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Quero implantar em 90 dias →O que a obra deve contratar
- Montagem eletromecânica de turbinas a gás. A instalação das unidades geradoras a gás natural deve demandar montagem especializada de turbinas e equipamentos auxiliares.
- Subestação elevadora e linha de transmissão. A portaria prevê subestação elevadora de 20/500 kV e uma linha de transmissão de 500 kV conectando a usina à Subestação Porto de Sergipe, de responsabilidade da São Francisco Transmissão de Energia.
- Tubulação industrial e caldeiraria. O ciclo a gás natural deve exigir rede de tubulações de processo e caldeiraria industrial.
- Infraestrutura civil e fundações. As três unidades geradoras devem demandar fundações e estruturas civis compatíveis com equipamentos de grande porte.
- Instrumentação e controle. A operação de uma usina térmica desse porte deve exigir sistemas de automação e controle de processo.
Prazos e próximos passos
| Etapa | Situação |
|---|---|
| Autorização do MME | publicada em 21 de setembro de 2026 (Portaria SNTEP/MME nº 3.220) |
| Operação comercial da 1ª à 3ª unidade geradora | prazo até 1º de outubro de 2028, segundo a portaria |
| Garantia de fiel cumprimento | vigente por 120 dias após a operação comercial da última unidade |
| Outorga | válida por 35 anos a partir da publicação da portaria |
Outras novas fábricas em Sergipe
A Porto de Sergipe II é a segunda de ao menos três novas unidades que a Eneva está erguendo no mesmo complexo em Barra dos Coqueiros: a Porto de Sergipe III, de R$ 3,33 bilhões, já havia sido autorizada na mesma portaria de setembro e publicada pelo Radar Capex. Veja mais novas fábricas em Sergipe.
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- Empresa
- Eneva (SPE Complexo Porto de Sergipe)
- Local
- Barra dos Coqueiros, SE
- Valor
- R$ 3,755 bi
- Fase
- Licenciamento
- Previsão
- operação comercial da 1ª à 3ª unidade geradora até 1º de outubro de 2028
- Anunciado em
- 21 de setembro de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
A Porto de Sergipe II fecha, com a III já publicada, um pacote de pelo menos R$ 7 bilhões em duas novas usinas no mesmo complexo, o que amplia a janela de contratação para fornecedores já habituados ao canteiro de Barra dos Coqueiros: quem já presta serviço para a Porto de Sergipe I ou III tem vantagem de proximidade e histórico para disputar esta obra também. O fato de a Eneva estar antecipando receita fixa da usina mais antiga do complexo especificamente para financiar os ativos do leilão de 2026 é um sinal de que o cronograma de obra tende a ser real e financiado, não apenas um projeto em papel; a janela de 2026 a 2028 (prazo da operação comercial) é o período mais provável de contratação de montagem e obra civil.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Montagem eletromecânica de turbinas a gás
- Subestação elevadora e linha de transmissão
- Tubulação industrial e caldeiraria
- Infraestrutura civil e fundações
- Instrumentação e controle
Janela: Operação comercial prevista para 1º de outubro de 2028; contratação de obra e montagem deve se concentrar entre 2026 e 2028.
Perguntas frequentes
Eneva (SPE Complexo Porto de Sergipe): quanto será investido em Barra dos Coqueiros (SE)?
Valor do investimento: R$ 3,755 bi. Fonte: Atlas Público.
Eneva (SPE Complexo Porto de Sergipe): quando a obra em Barra dos Coqueiros (SE) começa e termina?
Previsão: operação comercial da 1ª à 3ª unidade geradora até 1º de outubro de 2028. Fase atual: licenciamento.
Eneva (SPE Complexo Porto de Sergipe): quais serviços a obra vai contratar?
Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar montagem eletromecânica de turbinas a gás, subestação elevadora e linha de transmissão, tubulação industrial e caldeiraria e infraestrutura civil e fundações.
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- Secretaria do MME autoriza UTE Porto de Sergipe II, Atlas Público, 21 de setembro de 2026
- Secretaria do MME autoriza UTE Porto de Sergipe II, Atlas Público, 21 de setembro de 2026
- Eneva capta R$ 3 bilhões com antecipação de receita fixa da UTE Porto de Sergipe I, Cenário Energia, 24 de agosto de 2026
O Radar Capex resume os fatos publicados pelas fontes; a análise para fornecedores é nossa. Viu um erro? Escreva para redacao@radarcapex.com.br.
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