Casa dos Ventos liga usinas solares de R$ 3 bilhões em Mato Grosso do Sul
Os complexos Seriemas e Rio Brilhante somam 891 MW já ligados ao sistema nacional; terceira usina, de 640 MW, deve elevar o investimento no estado a R$ 5,12 bi até 2027.

A Casa dos Ventos ligou 891 megawatts (MW) em usinas solares no Mato Grosso do Sul, com investimento conjunto de R$ 3 bilhões nos complexos Seriemas, em Paranaíba, e Rio Brilhante, em área de Campo Grande que faz limite com Nova Alvorada do Sul, segundo reportagem da Cenário Energia publicada em 28 de agosto de 2026. Os dois parques fazem parte de um plano regional de R$ 5,12 bilhões que a empresa vem estruturando desde pelo menos novembro de 2025 e que deve chegar a 1,53 gigawatt (GW) de capacidade solar no estado até 2027, com a entrada em operação de uma terceira usina, batizada de Complexo Paraíso.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Potência já ligada ao sistema | 891 MW (400 MW do Seriemas + 491 MW do Rio Brilhante), segundo a Cenário Energia e a Energía Estratégica |
| Investimento nos dois complexos em operação | R$ 3 bilhões (R$ 1,4 bi no Seriemas e R$ 1,6 bi no Rio Brilhante) |
| Área ocupada | 940 hectares no Seriemas e 1.100 hectares no Rio Brilhante, cerca de 2 mil hectares somados |
| Módulos fotovoltaicos instalados | 889.200 no Seriemas e 1.105.920 no Rio Brilhante, quase 2 milhões de painéis |
| Empregos no pico das obras | 4 mil postos de trabalho gerados pelo ciclo de implantação dos três projetos somados, segundo a Cenário Energia |
| Plano regional | R$ 5,12 bilhões para consolidar 1,53 GW (1.531 MW) de capacidade solar no Mato Grosso do Sul até 2027 |
| O que falta | Complexo Paraíso, de 640 MW, em obras desde abril de 2026, com operação prevista para 2027 |
Contexto
Os dois complexos já ligados operam no modelo de autoprodução, em que a energia gerada é vendida por contrato direto a grandes consumidores industriais, sem passar pelo ambiente regulado. Segundo a Cenário Energia, toda a energia do Seriemas está contratada pela multinacional química Dow e pela companhia de saneamento Aegea, enquanto a totalidade da produção do Rio Brilhante está destinada à Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo. O desenho mostra que o apetite por energia renovável contratada diretamente por grandes consumidores industriais e de saneamento continua sustentando novos parques solares no interior do país.
Os dois projetos foram licenciados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e preveem, juntos, mais de R$ 25 milhões em programas de compensação, monitoramento e mitigação ambiental, de acordo com a reportagem. "A entrada em operação comercial desses projetos consolida um marco decisivo na expansão da energia limpa no Mato Grosso do Sul", afirmou Thiago Rezende, diretor de Implantação e O&M da Casa dos Ventos, em declaração à Cenário Energia.
A Energía Estratégica, em reportagem de 1º de setembro de 2026, registra que os 891 MW já ligados representam cerca de 58% da meta de 1.531 MW que a empresa persegue no estado até 2027, o que situa o Mato Grosso do Sul como uma das frentes mais avançadas da companhia fora do seu polo histórico no Nordeste.
O que a obra deve contratar
A construção do Complexo Paraíso, de 640 MW, segue em andamento desde abril de 2026 e deve demandar, pelo porte dos dois complexos já concluídos, uma cadeia de fornecedores parecida:
- Cravação de estacas e montagem de trackers. As estruturas que sustentam e movimentam os módulos ao longo do dia precisam de fundação cravada em alta escala, dado o tamanho da área do projeto.
- Montagem de módulos fotovoltaicos e inversores. Os complexos já concluídos somaram quase 2 milhões de painéis; o Paraíso, com 640 MW, deve exigir volume proporcional de mão de obra para içamento e fixação.
- Subestação elevadora e linha de conexão. Ligar a nova usina ao Sistema Interligado Nacional, como ocorreu com o Seriemas e o Rio Brilhante, exige obra civil e elétrica de subestação e de linha de transmissão até o ponto de conexão.
- Terraplenagem e drenagem de grandes áreas. Os complexos já operando ocuparam entre 940 e 1.100 hectares cada; a preparação do terreno do Paraíso deve seguir escala semelhante.
- Cabeamento de média tensão e comissionamento. A interligação elétrica interna da usina e os testes de energização antes da entrada em operação comercial fecham o ciclo de obra, como já ocorreu nos dois parques concluídos.
Prazos e próximos passos
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| 13/11/2025 | Canal Solar, com informações da parceria entre Casa dos Ventos e Imasul, noticia o licenciamento das três usinas solares no estado |
| Abril de 2026 | Início das obras do Complexo Paraíso, de 640 MW, segundo a Cenário Energia |
| 28/08/2026 | Cenário Energia noticia a entrada em operação comercial dos complexos Seriemas e Rio Brilhante, somando 891 MW |
| 01/09/2026 | Energía Estratégica confirma os 891 MW ligados e detalha a meta de 1,53 GW no estado até 2027 |
| 2027 | Previsão de entrada em operação comercial do Complexo Paraíso, que completa o plano de R$ 5,12 bilhões da empresa no Mato Grosso do Sul |
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O projeto da Casa dos Ventos fica no recorte de energia que o Radar Capex acompanha. Mais projetos em obras estão no mapa de obras industriais em andamento.
- Empresa
- Casa dos Ventos
- Local
- Paranaíba e Campo Grande, MS
- Valor
- R$ 3 bi (R$ 5,12 bi no plano regional completo)
- Fase
- Em operação
- Previsão
- Complexo Paraíso (640 MW) em obras desde abril de 2026, com operação prevista para 2027.
- Anunciado em
- 28 de agosto de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
A energia das duas usinas já foi toda contratada por grandes consumidores industriais e de saneamento (Dow, Aegea e Sabesp) via autoprodução, sem passar pelo mercado regulado, o que mostra a força da contratação direta de renovável por indústria pesada. A obra que ainda demanda fornecedor é a terceira usina, o Complexo Paraíso: montagem eletromecânica, estrutura e conexão elétrica devem concentrar as contratações entre o fim de 2026 e 2027.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Cravação de estacas e montagem de trackers
- Montagem de módulos fotovoltaicos e inversores
- Subestação elevadora e linha de conexão
- Terraplenagem e drenagem de grandes áreas
- Cabeamento de média tensão e comissionamento
Janela: Obras do Complexo Paraíso em andamento até 2027; fornecedores de montagem eletromecânica e conexão elétrica têm janela aberta agora.
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- Casa dos Ventos inicia operação comercial de 891 MW solares em Mato Grosso do Sul, Cenário Energia, 28 de agosto de 2026
- Casa dos Ventos activa 891 MW solares y va por 1,5 GW en Mato Grosso do Sul, Energía Estratégica, 1 de setembro de 2026
- Mato Grosso do Sul avança na transição energética com três megausinas solares da Casa dos Ventos, Cenário Energia, 13 de novembro de 2025
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