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Obras da indústria antes da concorrência.

Agroindústria · GO

Comigo vai construir nova fábrica em Palmeiras de Goiás (GO) com R$ 1,3 bi

Maior investimento da história da cooperativa goiana é esmagadora de até 5 mil toneladas de soja por dia; execução depende de solução de energia na região.

Resposta rápida

Cooperativa Comigo: investimento de mais de R$ 1,3 bilhão em Palmeiras de Goiás (GO). Fase atual: obras iniciadas; previsão: terraplanagem prevista para 2024. Serviços que a obra tende a contratar: montagem eletromecânica de preparação e extração por solvente, tubulação industrial e utilidades de vapor, caldeira de biomassa e silos e armazéns graneleiros.

Close-up of industrial metal silos lined up against a dark blue sky, showcasing symmetry.
Imagem ilustrativa. Foto: Muharrem Alper / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 8 de abril de 20265 min de leitura

A Cooperativa Comigo, de Rio Verde (GO), está construindo uma nova fábrica de esmagamento de soja em Palmeiras de Goiás (GO) com investimento superior a R$ 1,3 bilhão, descrito pelo presidente do Conselho de Administração, Antonio Chavaglia, como "o maior investimento da nossa história", segundo reportagem da Forbes Agro publicada em 8 de abril de 2026. O projeto foi anunciado originalmente em abril de 2024, quando a cooperativa informou capacidade de até 5 mil toneladas de soja por dia e previsão de inauguração em dois anos, de acordo com reportagens do Safras & Mercado e da AgFeed daquele mês.

O projeto em números

ItemValor
Investimento na esmagadorasuperior a R$ 1,3 bilhão, segundo Forbes Agro (abril/2026)
Capacidade anunciada em 2024até 5 mil toneladas de soja por dia, segundo Safras & Mercado e AgFeed
Prazo de conclusão (estimativa de 2024)dois anos a partir do início das obras
Faturamento da Comigo em 2025R$ 14,1 bilhões, alta de 25,5% sobre o ano anterior
Lucro (sobras) em 2025R$ 1,1 bilhão
Patrimônio líquidoR$ 6,8 bilhões
Meta de faturamento da cooperativaR$ 30 bilhões até 2032, segundo Chavaglia

Os números de 2025 e a meta para 2032 vêm da Forbes Agro; a capacidade e o prazo originais da obra vêm das reportagens de abril de 2024, sem atualização pública mais recente desses dois dados específicos nas fontes consultadas nesta apuração.

Contexto

A Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano) foi fundada em 1975, em Rio Verde (GO), e reúne hoje 12.595 produtores de soja, milho e sorgo, segundo a Forbes Agro. A cooperativa emprega 3.754 funcionários e opera 11 fábricas, 19 unidades de armazenagem, 20 lojas agrícolas e uma loja especializada em máquinas e implementos. Na safra 2024/2025 recebeu 5,4 milhões de toneladas de grãos de seus associados, o equivalente a 14,5% de toda a safra de Goiás no período. Em 2025, processou 1,8 milhão de toneladas de soja, gerando 1,2 milhão de toneladas de farelo e 454 mil toneladas de óleo, o que corresponde à industrialização de 46,7% do volume de soja recebido.

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Segundo Chavaglia, a cooperativa já topou um obstáculo concreto para avançar com a obra: a falta de energia na região. "Estamos fazendo o maior investimento da nossa história, mas precisamos de energia. Sem isso, você trava o desenvolvimento", disse o presidente do Conselho à Forbes Agro. Na mesma reportagem, o governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela, teria se comprometido a resolver a situação "o mais rápido possível". Nenhuma das fontes consultadas detalha se o entrave é de rede de transmissão, subestação ou contrato de fornecimento.

O plano da Comigo não termina na esmagadora: o presidente executivo, Dourivan Cruvinel de Souza, afirmou que a cooperativa "já está estudando um projeto para produção de biodiesel" em Rio Verde (GO), a ser erguido depois que a fábrica de Palmeiras de Goiás entrar em operação. "Vamos terminar o projeto da nova esmagadora e depois trabalhar no biodiesel. Mas aí vamos construir ele aqui, em Rio Verde", disse Cruvinel à AgFeed. Chavaglia resumiu a sequência: "Primeiro vamos rodar a planta de soja, depois vem o biodiesel." Cruvinel disse esperar "dobrar a receita da cooperativa nos próximos cinco anos" a partir da combinação entre a nova esmagadora, a abertura de novas lojas e o aumento de produtividade dos cooperados.

No anúncio original, em abril de 2024, a obra ainda dependia de licenciamento ambiental, com terraplanagem prevista para o período de maio a junho daquele ano, segundo Claudio Teoro, então diretor de insumos da Comigo, em declarações ao Safras & Mercado e à AgFeed. Nenhuma das fontes consultadas nesta apuração confirma, com data, se a fábrica já está com as obras civis em andamento ou em qual fase exata de licenciamento se encontra hoje.

O que a obra deve contratar

  • Montagem eletromecânica de preparação e extração por solvente. Linha de processo para extrair o óleo da soja, núcleo da capacidade de esmagamento anunciada.
  • Tubulação industrial e utilidades de vapor. Rede de vapor e fluidos de processo típica de uma planta de esmagamento desse porte.
  • Caldeira de biomassa. Geração de energia térmica para o processo, possivelmente ligada ao entrave energético citado por Chavaglia.
  • Silos e armazéns graneleiros. Estrutura de recebimento e estocagem de soja antes do esmagamento.
  • Tanques de óleo e expedição. Armazenamento do óleo de soja produzido até o escoamento.
  • Subestação e automação industrial. Infraestrutura elétrica da planta, item que ganha peso diante da fala do presidente do Conselho sobre falta de energia na região.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Anúncio do projetoabril de 2024, com orçamento inicial e capacidade de 5 mil t/dia
Licenciamento ambiental e terraplanagemem curso a partir de meados de 2024, segundo a Comigo à época
Solução de energia na regiãopendente em abril de 2026, com governo de Goiás envolvido, segundo Forbes Agro
Usina de biodiesel em Rio Verdeem estudo, início previsto só depois da esmagadora entrar em operação

Quem presta serviço de engenharia, montagem e infraestrutura elétrica no sudoeste de Goiás tem na obra da Comigo um projeto com valor confirmado, apoio declarado do governo estadual para resolver o entrave de energia e um planejamento que já aponta para uma segunda obra industrial, a usina de biodiesel em Rio Verde (GO). A combinação de uma fábrica em andamento com outra já desenhada para o mesmo polo amplia a janela de prospecção além do contrato da esmagadora isolada, especialmente para fornecedores de subestação e geração própria de energia.

Outras novas fábricas em Goiás

A fábrica da Comigo se soma a outros grandes projetos industriais mapeados pelo Radar Capex no estado, como a usina de etanol de milho da Inpasa em Rio Verde, de R$ 2,4 bilhões, no mesmo município onde a Comigo planeja sua futura usina de biodiesel. Veja as novas fábricas em Goiás no Mapa de obras.

Outras novas fábricas em Goiás

Veja a editoria Agroindústria e as novas fábricas no Brasil.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Cooperativa Comigo
Local
Palmeiras de Goiás, GO
Valor
mais de R$ 1,3 bilhão
Fase
Obras iniciadas
Previsão
Terraplanagem prevista para 2024; conclusão estimada em dois anos a partir do início das obras.
Anunciado em
8 de abril de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O entrave de energia citado publicamente pelo presidente do Conselho da Comigo é uma abertura rara: a cooperativa já reconhece que o projeto está travado por infraestrutura elétrica, o que aponta diretamente para fornecedores de subestação, linha de transmissão e geração própria antes mesmo da fase de contratação da obra civil ser concluída. A sequência declarada pela cooperativa, primeiro a esmagadora e depois o biodiesel em Rio Verde, dá a quem fornece serviço de engenharia um roteiro de dois projetos no mesmo polo regional, não apenas um. O maior risco para quem decidir se posicionar agora é a falta de uma data pública recente para a conclusão da obra: o único prazo conhecido (dois anos) foi dado em 2024, antes do entrave energético aparecer, e nenhuma fonte consultada confirma se esse cronograma ainda está de pé.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem eletromecânica de preparação e extração por solvente
  • Tubulação industrial e utilidades de vapor
  • Caldeira de biomassa
  • Silos e armazéns graneleiros
  • Tanques de óleo e expedição
  • Subestação e automação industrial

Janela: Obra em andamento desde 2024, sem data pública recente de conclusão; entrave de energia em resolução com apoio do governo de Goiás (abril/2026).

Perguntas frequentes

Cooperativa Comigo: quanto será investido em Palmeiras de Goiás (GO)?

Valor do investimento: mais de R$ 1,3 bilhão. Fonte: Forbes Agro.

Cooperativa Comigo: quando a obra em Palmeiras de Goiás (GO) começa e termina?

Previsão: terraplanagem prevista para 2024. Fase atual: obras iniciadas.

Cooperativa Comigo: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar montagem eletromecânica de preparação e extração por solvente, tubulação industrial e utilidades de vapor, caldeira de biomassa e silos e armazéns graneleiros.

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