Inpasa vai erguer usina de etanol de milho em Rio Verde (GO) com R$ 2,4 bilhões
A 1ª fase da biorrefinaria entra em operação em dezembro de 2026 e a 2ª em fevereiro de 2027, levando a produção a 950 milhões de litros de etanol por ano.

A Inpasa está construindo uma biorrefinaria de etanol de milho de R$ 2,4 bilhões em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, com a primeira fase prevista para entrar em operação em dezembro de 2026, segundo o vice-presidente de negócios de originação da empresa, em entrevista ao AgFeed republicada pela NovaCana em 1º de junho de 2026. A pedra fundamental foi lançada em 30 de outubro de 2025, em cerimônia com o governador Ronaldo Caiado, segundo a Agência Estado (republicada pela NovaCana).
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento | R$ 2,4 bilhões, segundo a Agência Estado e a Cenário Energia; R$ 2,5 bilhões, segundo a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (23 de julho de 2025) |
| Capacidade de processamento | 2 milhões de toneladas de milho por ano com as duas fases concluídas, 1 milhão de toneladas em cada fase, segundo a Inpasa ao AgFeed |
| Produção de etanol | 950 milhões de litros por ano com as duas fases prontas, segundo a Inpasa ao AgFeed; a Cenário Energia citou 1 bilhão de litros de etanol hidratado por ano em outubro de 2025, antes do detalhamento por fase |
| Coprodutos | 490 mil toneladas de ração proteica (DDGS) e 47 mil toneladas de óleo vegetal por ano, segundo a Cenário Energia |
| Energia | geração de energia elétrica a partir de biomassa (cogeração), segundo a Agência Estado e a Cenário Energia |
| Empregos | 2,7 mil diretos e indiretos na operação, com 420 vagas na fase de construção, segundo a Agência Estado e a Cenário Energia; o Governo de Goiás citou cerca de 3 mil empregos, mil deles diretos, em julho de 2025 |
| Posição no grupo | a sétima unidade da Inpasa no Brasil, segundo a Agência Estado; a nona unidade, segundo a Cenário Energia |
Contexto
A Inpasa foi fundada em 2006 no Paraguai e está no Brasil desde 2018, com unidades em Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum), Mato Grosso do Sul (Sidrolândia e Dourados) e Maranhão (Balsas), além de uma refinaria em construção em Luís Eduardo Magalhães (BA), de R$ 1,3 bilhão, inaugurada no fim de março de 2026, segundo a Inpasa ao AgFeed. Rio Verde é a primeira unidade da empresa em Goiás. O anúncio veio depois de a Inpasa encerrar, em 14 de outubro de 2025, as negociações de uma joint venture com a Amaggi para construir usinas de etanol de milho em Mato Grosso, "de comum acordo" entre as duas empresas, segundo a Agência Estado; a joint venture previa ao menos três plantas e investimento de até R$ 7,5 bilhões.
O vice-presidente de negócios de originação da Inpasa, Gustavo Mariano Oliveira, disse que a escolha de Rio Verde foi estratégica, por reunir base agrícola sólida, posição logística favorável junto à BR-060 e à Ferrovia Norte-Sul e um agronegócio com ritmo constante de investimento em tecnologia, segundo a Agência Estado. Rio Verde foi o segundo maior produtor de milho de Goiás em 2023, com cerca de 2,5 milhões de toneladas, segundo o IBGE citado pela mesma fonte. A planta fica no Distrito Municipal de Pequenas Empresas (Dimpe), em área cedida pela prefeitura, segundo a Cenário Energia.
Depois de Rio Verde, a Inpasa também está implantando uma unidade em Rondonópolis (MT), de R$ 2,77 bilhões, que deve operar em capacidade plena no fim do primeiro semestre de 2027, segundo a entrevista ao AgFeed. Com essas obras, a empresa projeta chegar a dez biorrefinarias e 8 bilhões de litros de etanol por ano até 2027, ante 6,7 bilhões atuais. O executivo disse que "o mercado, naturalmente, segura um pouco, tira o pé, em especial por conta do custo do dinheiro", mas que "na Inpasa nada mudou em relação ao planejado". A empresa também amplia a unidade de Nova Mutum (MT), com mais 350 milhões de litros de capacidade anual e investimento acima de R$ 700 milhões, segundo a mesma entrevista.
O que a obra deve contratar
- Montagem eletromecânica de destilaria e fermentação. O coração da biorrefinaria é a planta de fermentação e destilação do etanol, que exige montagem especializada e comissionamento.
- Caldeiras e cogeração a biomassa. A geração de energia elétrica a partir de biomassa, citada pelas fontes, demanda casa de caldeiras e sistema de cogeração dedicados.
- Tanques e esferas de armazenamento de etanol. Uma produção de centenas de milhões de litros por ano exige parque de tancagem proporcional.
- Silos e recebimento de grãos. O processamento de até 2 milhões de toneladas de milho por ano depende de estrutura de recebimento, secagem e armazenagem de grãos.
- Secadores de DDGS e utilidades industriais. A produção de ração proteica (DDGS) como coproduto exige secadores dedicados e utilidades industriais de apoio.
- Automação e instrumentação de processo. Uma planta com duas fases e múltiplos produtos (etanol, DDGS, óleo vegetal, energia) depende de automação e instrumentação integradas.
Prazos e próximos passos
| Quando | O que aconteceu ou deve acontecer |
|---|---|
| 23 de julho de 2025 | Governo de Goiás confirma a instalação da Inpasa em Rio Verde (Governo de Goiás) |
| 14 de outubro de 2025 | Inpasa e Amaggi encerram, de comum acordo, a joint venture de usinas em Mato Grosso (Agência Estado) |
| 30 de outubro de 2025 | pedra fundamental da biorrefinaria de Rio Verde, com o governador Ronaldo Caiado (Agência Estado e Cenário Energia) |
| dezembro de 2026 | previsão de entrada em operação da 1ª fase, com 1 milhão de toneladas de milho por ano (Inpasa ao AgFeed) |
| fevereiro de 2027 | previsão de entrada em operação da 2ª fase, levando a produção a 950 milhões de litros de etanol por ano (Inpasa ao AgFeed) |
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- Empresa
- Inpasa
- Local
- Rio Verde, GO
- Valor
- R$ 2,4 bi
- Fase
- Obras iniciadas
- Previsão
- Pedra fundamental em 30 de outubro de 2025; 1ª fase prevista para dezembro de 2026 e 2ª fase para fevereiro de 2027, segundo a Inpasa ao AgFeed (1º de junho de 2026)
- Anunciado em
- 1 de junho de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
A pedra fundamental já lançada e o cronograma de duas fases, confirmado pela própria empresa em junho de 2026, reduzem o risco de cancelamento, mesmo com a Inpasa sinalizando um mercado mais cauteloso por causa do custo do crédito. A fase 1, com operação prevista para dezembro de 2026, concentra a contratação de montagem de destilaria, caldeiras e tancagem já nos próximos meses; a fase 2, prevista para fevereiro de 2027, deve repetir a demanda pouco depois. O padrão de expansão da Inpasa (uma nova unidade por ano, sempre com estrutura semelhante de destilaria, caldeiras e silos) também aponta para editais parecidos na próxima obra da empresa, em Rondonópolis (MT).
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Montagem eletromecânica de destilaria e fermentação
- Caldeiras e cogeração a biomassa
- Tanques e esferas de armazenamento de etanol
- Silos e recebimento de grãos
- Secadores de DDGS e utilidades industriais
- Automação e instrumentação de processo
Janela: Obra em andamento desde outubro de 2025 (pedra fundamental); 1ª fase entra em operação em dezembro de 2026 e a 2ª em fevereiro de 2027, segundo a Inpasa. Fornecedores de montagem, caldeiras e automação devem acompanhar os editais da empresa até lá.
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- Inpasa, de olho no mercado, tira o pé, mas mantém plano de abertura de novas usinas, AgFeed (republicado pela NovaCana), 1 de junho de 2026
- Inpasa investirá R$2,4 bi para construção de usina de etanol de grãos em Goiás, Agência Estado (republicado pela NovaCana), 31 de outubro de 2025
- Inpasa anuncia biorrefinaria de R$ 2,4 bilhões em Rio Verde e consolida Goiás como polo nacional de bioenergia, Cenário Energia, 31 de outubro de 2025
- Maior produtora de etanol de milho do Brasil anuncia instalação em Goiás, Governo de Goiás (SIC), 23 de julho de 2025
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