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Agroindústria · PR

Cocamar constrói nova esmagadora de soja de R$ 750 milhões em Maringá (PR)

A unidade mais que dobra a capacidade de esmagamento da cooperativa, de 1 milhão para 2,3 milhões de toneladas de soja por ano, com operação prevista para 2027.

Aerial view of grain silos by a river in Red Wing, MN at sunset, showcasing industrial landscape.
Imagem ilustrativa. Foto: Tom Fisk / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 16 de julho de 20265 min de leitura

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial está construindo uma nova esmagadora de soja de R$ 750 milhões no complexo industrial de Maringá, no noroeste do Paraná, com entrada em operação prevista para o primeiro semestre de 2027, segundo reportagem do The AgriBiz publicada em 16 de julho de 2026. A nova unidade mais que dobra a capacidade de esmagamento da cooperativa, que passa de 1 milhão para 2,3 milhões de toneladas de soja por ano, de acordo com a mesma fonte. O Governo do Paraná confirma que as obras começaram no primeiro semestre de 2025 e devem durar cerca de dois anos.

O projeto em números

ItemValor
InvestimentoR$ 750 milhões, segundo o The AgriBiz e o Governo do Paraná; estimativa inicial de R$ 800 milhões, segundo o AgFeed em dezembro de 2024
Capacidade de esmagamento após a obra2,3 milhões de toneladas de soja por ano, segundo o The AgriBiz; a unidade processará 5 mil toneladas de grãos por dia, ampliáveis a 7,5 mil, segundo o AgFeed
Capacidade atual (antes da obra)1 milhão de toneladas por ano, segundo o The AgriBiz
Área construída70 mil m², segundo o Governo do Paraná
Farelo de sojasobe de 740 mil para até 1,8 milhão de toneladas por ano, segundo o Governo do Paraná
Óleo de sojasobe de 200 mil para até 500 mil toneladas por ano, segundo o Governo do Paraná
Empregos na obramais de 1.500 trabalhadores e centenas de empresas prestadoras de serviço, a maioria da região, segundo o Governo do Paraná
Empregos na operaçãocerca de 300, segundo o Governo do Paraná
Incentivoinclusão no Paraná Competitivo, programa estadual de incentivos fiscais, segundo o Governo do Paraná

Contexto

O investimento faz parte de um plano de mais de R$ 1,5 bilhão que a Cocamar prevê aplicar no parque industrial de Maringá até 2027, segundo o AgFeed. Em dezembro de 2024, o vice-presidente executivo da cooperativa, José Cícero Aderaldo, conhecido como Zico, disse à publicação: "Em 2023, nós recebemos 2,3 milhões de toneladas de soja e a gente só esmagou 1 milhão de toneladas", ao justificar a nova capacidade. A cooperativa, fundada em 1963 em torno do café, tem hoje cerca de 20 mil associados e opera em 90 municípios de cinco estados, com expansões recentes em Chapadão do Céu (GO), Água Boa (MT) e São Paulo, onde arrendou unidades da Belagrícola, segundo o The AgriBiz. Soja e milho respondem por 60% da receita da cooperativa, que faturou R$ 11,5 bilhões em 2025 e projeta R$ 12,5 bilhões a R$ 13 bilhões em 2026, segundo a mesma fonte.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior oficializou a inclusão do projeto no Paraná Competitivo em cerimônia na sede da cooperativa, em fevereiro de 2025, segundo o Governo do Paraná. O programa, segundo o próprio governo estadual, tem "o objetivo de atrair e manter indústrias dentro do Estado, agregando valor à produção local, gerando renda e desenvolvimento a todas as regiões". Parte do financiamento inicial vem de uma linha da Finep, com o restante captado junto a outras instituições bancárias, segundo a mesma fonte. O presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, disse que a ideia é gerar melhores resultados ao produtor associado, e o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, afirmou que o processamento é essencial para a cultura da soja, segundo o Governo do Paraná.

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Em paralelo à esmagadora, a Cocamar também amplia a fábrica de biodiesel de Maringá, com investimento de R$ 1 bilhão financiado por Finep e BNDES, previsão de conclusão no segundo semestre de 2027 e capacidade que triplica, de 340 mil para mais de 1 milhão de litros por dia, segundo o The AgriBiz. Com a soja própria, a cooperativa espera consumir até 60% do óleo que esmaga na própria produção de biodiesel, ante 50% hoje. O Governo do Paraná acrescenta que o plano da Cocamar em Maringá também prevê um novo terminal ferroviário e a ampliação do pátio de triagem e dos armazéns de farelo, com a nova esmagadora projetada para operar totalmente automatizada.

O que a obra deve contratar

  • Montagem eletromecânica de extração e refino de óleo. O coração da nova unidade é a linha de extração por solvente e refino do óleo de soja, que exige equipamentos importados ou de fabricantes especializados e mão de obra qualificada para montagem e comissionamento.
  • Tubulação industrial em inox e carbono. Esmagadoras de soja desse porte demandam quilômetros de tubulação para óleo, vapor, água de processo e produtos químicos, com soldas certificadas.
  • Caldeiras e utilidades de vapor. O processo de extração e dessolventização do farelo consome grandes volumes de vapor, o que normalmente exige casa de caldeiras dedicada ou ampliada.
  • Silos e transportadores de grãos. Receber e armazenar o volume adicional de soja antes do esmagamento pede novos silos, moegas e transportadores de corrente e correia.
  • Tanques de armazenagem de óleo. O salto na produção de óleo, de 200 mil para até 500 mil toneladas por ano, exige parque de tanques maior, com suas próprias bacias de contenção.
  • Subestação e automação. Uma planta descrita como totalmente automatizada demanda subestação de média tensão própria, painéis elétricos e sistema de supervisão e controle integrado.

Prazos e próximos passos

QuandoO que aconteceu ou deve acontecer
dezembro de 2024Cocamar detalha o plano de mais de R$ 1,5 bilhão para o parque industrial de Maringá até 2027, incluindo a nova esmagadora (AgFeed)
fevereiro de 2025Governo do Paraná oficializa a inclusão do projeto no Paraná Competitivo (Governo do Paraná)
1º semestre de 2025início das obras da esmagadora, com duração prevista de cerca de dois anos (Governo do Paraná)
julho de 2026obra em andamento, confirmada pelo The AgriBiz
1º semestre de 2027previsão de entrada em operação da nova esmagadora (The AgriBiz)

A obra entra no recorte de agroindústria que o Radar Capex acompanha no Paraná. Mais projetos do estado estão nas novas fábricas no Paraná. Veja também o mapa de obras industriais em andamento.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Cocamar Cooperativa Agroindustrial
Local
Maringá, PR
Valor
R$ 750 mi
Fase
Obras iniciadas
Previsão
Obras iniciadas no 1º semestre de 2025 (Governo do Paraná), com entrada em operação prevista para o 1º semestre de 2027 (The AgriBiz)
Anunciado em
16 de julho de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A obra já está em execução desde 2025, com cronograma e incentivo estadual confirmados, o que reduz o risco de cancelamento e abre contratação ativa de montagem eletromecânica, tubulação e utilidades. O projeto roda junto com a ampliação da fábrica de biodiesel da mesma cooperativa, no mesmo parque industrial de Maringá, o que concentra demanda por fornecedores de obra industrial pesada numa única região por pelo menos até 2027. A meta de automação total da planta tende a priorizar fornecedores com experiência em integração elétrica e de controle, não só em obra civil.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem eletromecânica de extração e refino de óleo
  • Tubulação industrial em inox e carbono
  • Caldeiras e utilidades de vapor
  • Silos e transportadores de grãos
  • Tanques de armazenagem de óleo
  • Subestação e automação

Janela: Obra em andamento desde o 1º semestre de 2025, com conclusão prevista para o 1º semestre de 2027; fornecedores de montagem eletromecânica e utilidades industriais devem acompanhar os próximos editais da cooperativa.

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