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Agroindústria · MT

Cofco amplia fábrica de soja em Rondonópolis (MT) com R$ 2 bilhões

Capacidade de esmagamento sobe de 4,5 mil para 10 mil toneladas de soja por dia até o início de 2028, na maior unidade do tipo no Brasil.

Resposta rápida

Cofco: investimento de R$ 2 bilhões em Rondonópolis (MT). Fase atual: anúncio; previsão: sem data de início de obra divulgada. Serviços que a obra tende a contratar: montagem de linhas de preparação e extração, caldeiraria e tubulação industrial, silos e armazéns de grãos e farelo e caldeira a biomassa.

Grain storage silos in a golden agricultural field under a clear blue sky.
Imagem ilustrativa. Foto: Mark Stebnicki / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 16 de abril de 20264 min de leitura

A Cofco vai investir cerca de R$ 2 bilhões para ampliar a fábrica de esmagamento de soja que mantém em Rondonópolis, no interior de Mato Grosso. A confirmação partiu da prefeitura do município, depois de uma reunião entre o prefeito Cláudio Ferreira e executivos da trading chinesa, entre eles o CEO da Cofco Brasil, Luiz Noto, e o diretor de operações no país, Sérgio Ferreira, segundo reportagem do site especializado The AgriBiz publicada em 16 de abril de 2026. Com a obra, a capacidade de esmagamento da unidade sobe de 4,5 mil para cerca de 10 mil toneladas de soja por dia, o que tornaria a fábrica a maior do tipo no Brasil, de acordo com a mesma reportagem e com matéria publicada no mesmo mês pelo portal Boca.

O projeto em números

ItemValor
Investimento anunciadoR$ 2 bilhões, segundo a prefeitura de Rondonópolis
Capacidade de esmagamento hoje4,5 mil toneladas de soja por dia
Capacidade após a ampliaçãocerca de 10 mil toneladas de soja por dia
Produção de biodiesel estimadacerca de 350 mil toneladas por ano, segundo a RFD-TV
Situação da obraanúncio, sem início de obra confirmado
Conclusão previstainício de 2028

Contexto

A unidade de Rondonópolis já produz farelo de soja, óleo de soja e biodiesel, e a ampliação deve reforçar justamente a oferta desses derivados de maior valor agregado, segundo o portal Boca. A fábrica fica em um município ligado por ferrovia ao porto de Santos, no litoral paulista, rota que a Cofco já vem reforçando por outra frente: a trading investiu US$ 285 milhões na expansão de um terminal próprio em Santos, inaugurado no ano anterior ao anúncio de Rondonópolis, segundo a RFD-TV. A operação brasileira da Cofco faturou mais de R$ 54 bilhões em 2024, no último balanço divulgado até a reportagem, de acordo com a mesma fonte.

A presença da trading chinesa em Rondonópolis não é recente. Reportagem do Olhar Direto de 2017 já registrava a compra de duas fábricas de óleo de soja na cidade pela Cofco, parte de um plano da época para dobrar em cinco anos a compra de soja em Mato Grosso, de cerca de 4 milhões para 7,2 milhões de toneladas por ano. Àquela altura, segundo a reportagem, 13 dos 19 armazéns da companhia no Brasil já estavam no estado. Procurada pela reportagem do The AgriBiz sobre o investimento de 2026, a Cofco não respondeu.

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A trading é uma das maiores compradoras de soja do Brasil para abastecer a China, maior importadora mundial do grão, e Mato Grosso é o estado brasileiro que mais produz e mais exporta soja. Esmagar mais grão dentro do país, em vez de embarcar só a matéria-prima em bruto, segue a mesma lógica que a Cofco já descrevia em 2017: agregar valor com farelo, óleo e biodiesel antes de despachar a produção pela ferrovia até o porto de Santos.

O que a obra deve contratar

  • Montagem de linhas de preparação e extração. Dobrar o esmagamento diário exige ampliar ou duplicar as linhas que preparam o grão e extraem óleo e farelo, a parte mais especializada da obra.
  • Caldeiraria e tubulação industrial. Vasos, dutos e tubulações de processo tendem a concentrar boa parte da demanda por caldeiraria pesada ao longo da expansão.
  • Silos e armazéns de grãos e farelo. Mais capacidade de esmagamento pressiona a necessidade de armazenagem adicional de soja na entrada e de farelo na saída.
  • Caldeira a biomassa. Fábricas desse porte costumam gerar vapor e energia a partir de biomassa para abastecer o processo de extração.
  • Instalações elétricas e automação. Painéis, instrumentação e sistemas de controle devem ser ampliados junto com as novas linhas.
  • Obras civis e fundações. Terraplenagem, fundações e estruturas de concreto para abrigar os novos equipamentos abrem a obra antes da montagem industrial.

Prazos e próximos passos

EtapaPrazo
Anúncio pela prefeitura de Rondonópolisabril de 2026
Obras de expansãosem data de início divulgada
Nova capacidade em operaçãoinício de 2028, segundo a prefeitura

Rondonópolis concentra hoje uma das maiores frentes de obra da agroindústria brasileira em Mato Grosso, com a Cofco disputando espaço com outras esmagadoras e usinas de etanol de milho que também buscam fornecedores na região. Quem já presta serviço para a Cocamar, que amplia uma esmagadora de soja em Maringá (PR), tende a ter familiaridade com o tipo de equipamento e de montagem exigido numa planta desse porte. O investimento acompanha o avanço mais amplo das novas fábricas no Mato Grosso mapeadas pelo Radar Capex, com fornecedores locais e de fora do estado disputando espaço nas obras do agronegócio mato-grossense. A fábrica entra também na carteira de obras industriais em andamento acompanhada pelo Radar.

Outras novas fábricas no Mato Grosso

Mato Grosso soma outras frentes de obra industrial além de Rondonópolis, com destaque para o agronegócio. Veja a carteira completa de novas fábricas no Mato Grosso no Mapa de obras do Radar Capex.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Cofco
Local
Rondonópolis, MT
Valor
R$ 2 bilhões
Fase
Anúncio
Previsão
Sem data de início de obra divulgada; nova capacidade prevista para o início de 2028, segundo a prefeitura de Rondonópolis.
Anunciado em
16 de abril de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O anúncio veio da prefeitura, não de comunicado da própria Cofco, e a trading não respondeu quando procurada pela imprensa, o que é comum nesse tipo de obra em fase de anúncio mas deixa o cronograma de contratação ainda aberto. Como a fábrica já opera e só vai ampliar linhas existentes, boa parte da demanda deve ser por caldeiraria, montagem eletromecânica e automação industrial, mais do que por obra civil pesada. O prazo de quase dois anos até 2028 dá tempo de sobra para fornecedores de Mato Grosso e de fora do estado se organizarem antes da fase de maior contratação. A ausência de uma empresa de engenharia ou EPC confirmada publicamente é a porta de entrada mais larga agora.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem de linhas de preparação e extração
  • Caldeiraria e tubulação industrial
  • Silos e armazéns de grãos e farelo
  • Caldeira a biomassa
  • Instalações elétricas e automação
  • Obras civis e fundações

Janela: Sem data de início de obra divulgada; a contratação de maior volume deve se concentrar entre o início das obras e o fim de 2027, antes da nova capacidade entrar em operação no início de 2028.

Perguntas frequentes

Cofco: quanto será investido em Rondonópolis (MT)?

Valor do investimento: R$ 2 bilhões. Fonte: The AgriBiz.

Cofco: quando a obra em Rondonópolis (MT) começa e termina?

Previsão: sem data de início de obra divulgada. Fase atual: anúncio.

Cofco: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar montagem de linhas de preparação e extração, caldeiraria e tubulação industrial, silos e armazéns de grãos e farelo e caldeira a biomassa.

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