Coamo vai erguer usina de etanol de milho em Campo Mourão (PR) com R$ 1,7 bilhão
A cooperativa já citou R$ 1,9 bilhão ao mercado e financia a obra com R$ 500 milhões do BNDES e R$ 500 milhões em notas comerciais; cronograma estava em 45% em maio.

A Coamo Agroindustrial Cooperativa está erguendo uma usina de etanol de milho de R$ 1,7 bilhão em seu parque industrial de Campo Mourão, no interior do Paraná, junto à BR-487, segundo o BNDES. A própria cooperativa já citou ao mercado financeiro um investimento total de R$ 1,9 bilhão, segundo reportagem da AgFeed de 20 de abril de 2026. O projeto tem dois pilares de financiamento: um empréstimo de R$ 500 milhões do Fundo Clima do BNDES, aprovado em 15 de outubro de 2024, e uma emissão de R$ 500 milhões em notas comerciais no mercado de capitais, fechada em abril de 2026 com o Santander como coordenador líder e recursos exclusivos para a obra, segundo a AgFeed.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento total | R$ 1,7 bilhão, segundo o BNDES (outubro de 2024) e a Tribuna do Interior (março de 2026); R$ 1,9 bilhão, segundo a própria Coamo à AgFeed (abril de 2026) |
| Financiamento BNDES | R$ 500 milhões do Fundo Clima, aprovados em 15 de outubro de 2024, segundo o banco |
| Notas comerciais | R$ 500 milhões em 500 mil títulos de R$ 1 mil cada, prazo de 10 anos, taxa prefixada de 12,37% ao ano, amortização a partir de abril de 2030, programa Eco Invest Brasil, segundo a AgFeed |
| Capacidade de processamento | 1,7 mil toneladas de milho por dia, segundo o BNDES |
| Produção de etanol | 765 mil litros por dia, segundo o BNDES |
| Coprodutos | 510 toneladas de DDGS (ração proteica) e 34 toneladas de óleo de milho por dia, segundo o BNDES |
| Energia | 30 megawatts gerados a partir de biomassa de eucalipto de reflorestamento próprio da cooperativa, segundo o presidente executivo da Coamo ao BNDES |
| Cronograma | 45% concluído em 28 de maio de 2026, segundo a Revista Cultivar |
| Mão de obra | cerca de 1.000 profissionais de mais de 70 empresas contratadas em maio de 2026, com projeção de chegar a cerca de 2.000 trabalhadores temporários, segundo o gerente da indústria de etanol de milho da Coamo à Revista Cultivar |
| Terraplenagem | cerca de 3 milhões de metros cúbicos de terra movimentados, a maior obra desse tipo já feita pela Coamo, segundo o presidente executivo da cooperativa à Tribuna do Interior (março de 2026) |
Contexto
A usina será a primeira unidade de etanol de milho da Coamo e deve se somar a outras 12 plantas industriais que a cooperativa opera em Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados (MS), segundo a Revista Cultivar. A Coamo recebe cerca de 3 milhões de toneladas de milho por ano de seus cooperados, segundo a AgFeed, volume que dá musculatura para abastecer a nova planta sem depender só de compra no mercado aberto. Em março de 2026, o presidente executivo da cooperativa disse à Tribuna do Interior que a engenharia do projeto já estava totalmente definida e praticamente todos os equipamentos negociados, e que a estrutura civil já foi preparada para permitir, no futuro, dobrar a capacidade de processamento. A mesma cooperativa também constrói uma usina de biodiesel em Paranaguá, com início de operação estimado para o meio de 2027, segundo o mesmo presidente executivo. O prazo de abertura da usina de etanol já foi adiado: a meta original era o segundo semestre de 2026, e passou para janeiro ou fevereiro de 2027, segundo a Tribuna do Interior e a AgFeed.
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- Montagem eletromecânica de destilaria e fermentação. A fase de montagens eletromecânicas começou no primeiro semestre de 2026 e é o núcleo de valor da planta.
- Caldeira a biomassa e cogeração de energia. A usina gera 30 MW a partir de eucalipto de reflorestamento próprio, o que exige caldeira, turbogerador e sistema de queima dedicados.
- Tubulação industrial e caldeiraria. Uma planta com fermentação, destilação e geração de energia depende de tubulação de processo em grande volume.
- Tanques de armazenamento de etanol e secadores de DDGS. A produção diária de 765 mil litros de etanol e 510 toneladas de DDGS exige tancagem e secagem dedicadas.
- Automação e instrumentação de processo. O presidente executivo da Coamo descreveu a planta como a mais moderna do setor de etanol de milho hoje, com equipamentos importados da China e dos Estados Unidos e a maior parte fabricada no Brasil, segundo a Revista Cultivar.
Prazos e próximos passos
| Quando | O que aconteceu ou deve acontecer |
|---|---|
| 15 de outubro de 2024 | BNDES aprova R$ 500 milhões do Fundo Clima para a obra (BNDES) |
| 9 de março de 2026 | Coamo diz que a obra entra em fase decisiva, com engenharia definida e equipamentos negociados (Tribuna do Interior) |
| 20 de abril de 2026 | Coamo capta R$ 500 milhões em notas comerciais exclusivas para a obra (AgFeed) |
| 28 de maio de 2026 | cronograma chega a 45%, com cerca de 1.000 profissionais no canteiro (Revista Cultivar) |
| janeiro ou fevereiro de 2027 | previsão de conclusão e início de operação (Tribuna do Interior e AgFeed) |
| a partir de abril de 2030 | início da amortização das notas comerciais emitidas para financiar a obra (AgFeed) |
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- Empresa
- Coamo
- Local
- Campo Mourão, PR
- Valor
- R$ 1,7 bi
- Fase
- Obras iniciadas
- Previsão
- BNDES aprovou financiamento em outubro de 2024; notas comerciais emitidas em abril de 2026; 45% do cronograma em maio de 2026; operação prevista para janeiro ou fevereiro de 2027, segundo a Coamo e a AgFeed
- Anunciado em
- 20 de abril de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
A combinação de financiamento do BNDES com uma emissão de notas comerciais no mercado de capitais reduz o risco de a obra parar por falta de caixa, já que os recursos das notas são exclusivos para a construção. A divergência entre os R$ 1,7 bilhão do anúncio original e os R$ 1,9 bilhão citados pela própria Coamo em 2026 é comum em obras de longa duração e costuma refletir reajuste de escopo ou custo, não risco de cancelamento. Com o cronograma em 45% em maio e a fase de montagem eletromecânica em curso, o grosso da contratação de caldeiraria, automação e tancagem deve se concentrar nos meses seguintes, antes da partida prevista para o início de 2027. A estrutura já preparada para dobrar a capacidade, segundo a própria cooperativa, sinaliza uma possível segunda onda de contratos mais adiante.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Montagem eletromecânica de destilaria e fermentação
- Caldeira a biomassa e cogeração de energia
- Tubulação industrial e caldeiraria
- Tanques de armazenamento de etanol e secadores de DDGS
- Automação e instrumentação de processo
Janela: Obra em fase de montagem eletromecânica desde o primeiro semestre de 2026, com operação prevista para janeiro ou fevereiro de 2027, segundo a Coamo e a AgFeed. Fornecedores de caldeiraria, automação e tancagem devem acompanhar os editais da cooperativa nos próximos meses.
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- Coamo capta R$ 500 milhões em notas comerciais para usina de etanol de milho no Paraná, AgFeed, 20 de abril de 2026
- BNDES aprova R$ 500 milhões do Fundo Clima para usina de etanol de milho da Coamo no Paraná, NovaCana (BNDES), 15 de outubro de 2024
- Coamo acelera construção de usina de etanol de milho no PR, Revista Cultivar, 28 de maio de 2026
- Usina de etanol de milho garante expansão da Coamo no setor de biocombustíveis, Tribuna do Interior (via NovaCana), 9 de março de 2026
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