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Obras da indústria antes da concorrência.

Energia · SP

Usina Termelétrica de Lins vai erguer 2ª unidade a gás em Lins (SP) com R$ 2,45 bi

MME autoriza UTE Lins 2, de 732,7 MW, enquadrada no Reidi; obras civis até 2030 e operação comercial prevista para agosto de 2031.

Resposta rápida

Usina Termelétrica de Lins: investimento de R$ 2,45 bi em Lins (SP). Fase atual: licenciamento; previsão: obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031. Serviços que a obra tende a contratar: terraplenagem, fundações e bases de turbinas, montagem eletromecânica de turbogeradores a gás, subestação elevadora e linha de transmissão e tubulação de gás natural e estação de redução de pressão.

A modern power plant exterior with smokestacks under a clear sky in London, Ontario.
Imagem ilustrativa. Foto: Scott Webb / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 15 de setembro de 20264 min de leitura

A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou, em 11 de setembro de 2026, a implantação da Central Geradora Termelétrica UTE Lins 2, em Lins, no interior de São Paulo, segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.188, divulgada pelo Atlas Público com base no Diário Oficial da União. O investimento estimado em bens e serviços é de R$ 2,45 bilhões, com o projeto enquadrado no Reidi, e a outorga foi concedida à Usina Termelétrica de Lins S.A., que já opera uma primeira unidade termelétrica na mesma cidade.

O projeto em números

ItemValor
Investimento em bens e serviçosR$ 2.449.936.250,00 (R$ 2,45 bilhões), segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.188
Capacidade instalada732.684 kW (cerca de 732,7 MW), em duas unidades geradoras de 366.342 kW cada
Combustível e ciclogás natural, em ciclo Brayton
Garantia física5.100 kW médios
Enquadramento tributáriohabilitada ao Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura)
Garantia de fiel cumprimento exigidaR$ 122.496.812,50, vigente por 120 dias após o início da operação comercial da última unidade

Contexto

A autorização da UTE Lins 2 vem logo depois do 4º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, no qual térmicas a gás concentraram a maior parte da potência contratada pelo governo federal, segundo reportagem da Eixos sobre o resultado do leilão. O mecanismo contrata usinas despacháveis, como termelétricas a gás, para garantir energia disponível em momentos de baixa geração solar e eólica, normalmente com contrato de longo prazo que dá à geradora previsibilidade de caixa para financiar a obra. A Usina Termelétrica de Lins já tem histórico de captação para expandir sua operação na cidade: em 2024, a empresa emitiu debêntures incentivadas de R$ 100 milhões, segundo a NovaCana. A nova unidade deve ampliar significativamente a capacidade de geração da empresa na região, que já concentra infraestrutura de conexão e logística de gás natural voltada à primeira usina.

Lins fica no interior paulista, perto do corredor de gasodutos que atende a região, e já abriga um ciclo recente de novas termelétricas autorizadas pelo governo federal depois do leilão de reserva de capacidade deste ano, parte de um esforço para reforçar a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro diante do crescimento da geração solar e eólica, que é intermitente por natureza. Esse tipo de usina tende a operar poucas horas por ano, quando o sistema mais precisa, mas ainda assim demanda infraestrutura dimensionada para a potência de pico, o que preserva o tamanho da obra mesmo sem geração contínua.

O que a obra deve contratar

  • Terraplenagem, fundações e bases de turbinas. A implantação de duas unidades geradoras de grande porte deve demandar movimentação de terra e fundações dedicadas.
  • Montagem eletromecânica de turbogeradores a gás. As duas unidades de 366,3 MW cada tendem a exigir montagem especializada de turbinas e geradores.
  • Subestação elevadora e linha de transmissão. A portaria prevê subestação de 23,1/440 kV e uma linha de transmissão de 440 kV com 1 quilômetro de extensão, em dois circuitos, de responsabilidade da própria usina.
  • Tubulação de gás natural e estação de redução de pressão. O abastecimento das turbinas deve demandar rede de tubulação dedicada e equipamentos de regulagem de pressão do gás.
  • Sistemas de resfriamento, água de serviço e combate a incêndio. Uma usina térmica desse porte costuma exigir infraestrutura de água industrial e proteção contra incêndio.
  • Automação, proteção e controle. A operação da usina deve demandar sistemas de automação, proteção elétrica e controle de processo.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Autorização do MMEpublicada em 15 de setembro de 2026 (Portaria SNTEP/MME nº 3.188)
Início das obras civisprazo até 1º de janeiro de 2030
Operação comercial das duas unidadesprazo até 1º de agosto de 2031
Garantia de fiel cumprimentovigente por 120 dias após a operação comercial da última unidade

Outras novas fábricas em São Paulo

A UTE Lins 2 se soma a uma série de obras recentes no estado, como a ampliação de R$ 1 bilhão da estação de tratamento de esgoto Parque Novo Mundo, da Sabesp, na capital paulista, publicada pelo Radar Capex nesta mesma rodada. Veja mais novas fábricas em São Paulo.

Fornecedores de obra de energia podem acompanhar outras novas fábricas em São Paulo e o panorama completo da editoria de energia no Radar Capex, além do mapa de obras industriais em andamento no Brasil.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Usina Termelétrica de Lins
Local
Lins, SP
Valor
R$ 2,45 bi
Fase
Licenciamento
Previsão
obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031
Anunciado em
15 de setembro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O prazo da portaria dá um calendário relativamente longo para quem presta serviço se organizar: obras civis só precisam começar até janeiro de 2030, com operação comercial prevista para agosto de 2031, o que sugere que a contratação de projeto básico e executivo, e só depois a de terraplenagem e fundações, deve se espalhar ao longo de 2027 a 2029. Para fornecedores de montagem eletromecânica e automação em termelétricas a gás, o diferencial desta obra é que a autorização já veio integrada à garantia física e ao enquadramento no Reidi, dois sinais de que o projeto tem lastro financeiro desde a largada, diferente de anúncios que ainda dependem de leilão ou financiamento futuro.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Terraplenagem, fundações e bases de turbinas
  • Montagem eletromecânica de turbogeradores a gás
  • Subestação elevadora e linha de transmissão
  • Tubulação de gás natural e estação de redução de pressão
  • Sistemas de resfriamento, água de serviço e combate a incêndio
  • Automação, proteção e controle

Janela: Obras civis previstas para começar até janeiro de 2030; operação comercial prevista até agosto de 2031.

Perguntas frequentes

Usina Termelétrica de Lins: quanto será investido em Lins (SP)?

Valor do investimento: R$ 2,45 bi. Fonte: Atlas Público.

Usina Termelétrica de Lins: quando a obra em Lins (SP) começa e termina?

Previsão: obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031. Fase atual: licenciamento.

Usina Termelétrica de Lins: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar terraplenagem, fundações e bases de turbinas, montagem eletromecânica de turbogeradores a gás, subestação elevadora e linha de transmissão e tubulação de gás natural e estação de redução de pressão.

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