Usina Termelétrica de Lins vai erguer 2ª unidade a gás em Lins (SP) com R$ 2,45 bi
MME autoriza UTE Lins 2, de 732,7 MW, enquadrada no Reidi; obras civis até 2030 e operação comercial prevista para agosto de 2031.
Resposta rápida
Usina Termelétrica de Lins: investimento de R$ 2,45 bi em Lins (SP). Fase atual: licenciamento; previsão: obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031. Serviços que a obra tende a contratar: terraplenagem, fundações e bases de turbinas, montagem eletromecânica de turbogeradores a gás, subestação elevadora e linha de transmissão e tubulação de gás natural e estação de redução de pressão.

A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou, em 11 de setembro de 2026, a implantação da Central Geradora Termelétrica UTE Lins 2, em Lins, no interior de São Paulo, segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.188, divulgada pelo Atlas Público com base no Diário Oficial da União. O investimento estimado em bens e serviços é de R$ 2,45 bilhões, com o projeto enquadrado no Reidi, e a outorga foi concedida à Usina Termelétrica de Lins S.A., que já opera uma primeira unidade termelétrica na mesma cidade.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento em bens e serviços | R$ 2.449.936.250,00 (R$ 2,45 bilhões), segundo a Portaria SNTEP/MME nº 3.188 |
| Capacidade instalada | 732.684 kW (cerca de 732,7 MW), em duas unidades geradoras de 366.342 kW cada |
| Combustível e ciclo | gás natural, em ciclo Brayton |
| Garantia física | 5.100 kW médios |
| Enquadramento tributário | habilitada ao Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) |
| Garantia de fiel cumprimento exigida | R$ 122.496.812,50, vigente por 120 dias após o início da operação comercial da última unidade |
Contexto
A autorização da UTE Lins 2 vem logo depois do 4º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, no qual térmicas a gás concentraram a maior parte da potência contratada pelo governo federal, segundo reportagem da Eixos sobre o resultado do leilão. O mecanismo contrata usinas despacháveis, como termelétricas a gás, para garantir energia disponível em momentos de baixa geração solar e eólica, normalmente com contrato de longo prazo que dá à geradora previsibilidade de caixa para financiar a obra. A Usina Termelétrica de Lins já tem histórico de captação para expandir sua operação na cidade: em 2024, a empresa emitiu debêntures incentivadas de R$ 100 milhões, segundo a NovaCana. A nova unidade deve ampliar significativamente a capacidade de geração da empresa na região, que já concentra infraestrutura de conexão e logística de gás natural voltada à primeira usina.
Lins fica no interior paulista, perto do corredor de gasodutos que atende a região, e já abriga um ciclo recente de novas termelétricas autorizadas pelo governo federal depois do leilão de reserva de capacidade deste ano, parte de um esforço para reforçar a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro diante do crescimento da geração solar e eólica, que é intermitente por natureza. Esse tipo de usina tende a operar poucas horas por ano, quando o sistema mais precisa, mas ainda assim demanda infraestrutura dimensionada para a potência de pico, o que preserva o tamanho da obra mesmo sem geração contínua.
O que a obra deve contratar
- Terraplenagem, fundações e bases de turbinas. A implantação de duas unidades geradoras de grande porte deve demandar movimentação de terra e fundações dedicadas.
- Montagem eletromecânica de turbogeradores a gás. As duas unidades de 366,3 MW cada tendem a exigir montagem especializada de turbinas e geradores.
- Subestação elevadora e linha de transmissão. A portaria prevê subestação de 23,1/440 kV e uma linha de transmissão de 440 kV com 1 quilômetro de extensão, em dois circuitos, de responsabilidade da própria usina.
- Tubulação de gás natural e estação de redução de pressão. O abastecimento das turbinas deve demandar rede de tubulação dedicada e equipamentos de regulagem de pressão do gás.
- Sistemas de resfriamento, água de serviço e combate a incêndio. Uma usina térmica desse porte costuma exigir infraestrutura de água industrial e proteção contra incêndio.
- Automação, proteção e controle. A operação da usina deve demandar sistemas de automação, proteção elétrica e controle de processo.
Prazos e próximos passos
| Etapa | Situação |
|---|---|
| Autorização do MME | publicada em 15 de setembro de 2026 (Portaria SNTEP/MME nº 3.188) |
| Início das obras civis | prazo até 1º de janeiro de 2030 |
| Operação comercial das duas unidades | prazo até 1º de agosto de 2031 |
| Garantia de fiel cumprimento | vigente por 120 dias após a operação comercial da última unidade |
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A UTE Lins 2 se soma a uma série de obras recentes no estado, como a ampliação de R$ 1 bilhão da estação de tratamento de esgoto Parque Novo Mundo, da Sabesp, na capital paulista, publicada pelo Radar Capex nesta mesma rodada. Veja mais novas fábricas em São Paulo.
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- Empresa
- Usina Termelétrica de Lins
- Local
- Lins, SP
- Valor
- R$ 2,45 bi
- Fase
- Licenciamento
- Previsão
- obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031
- Anunciado em
- 15 de setembro de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
O prazo da portaria dá um calendário relativamente longo para quem presta serviço se organizar: obras civis só precisam começar até janeiro de 2030, com operação comercial prevista para agosto de 2031, o que sugere que a contratação de projeto básico e executivo, e só depois a de terraplenagem e fundações, deve se espalhar ao longo de 2027 a 2029. Para fornecedores de montagem eletromecânica e automação em termelétricas a gás, o diferencial desta obra é que a autorização já veio integrada à garantia física e ao enquadramento no Reidi, dois sinais de que o projeto tem lastro financeiro desde a largada, diferente de anúncios que ainda dependem de leilão ou financiamento futuro.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Terraplenagem, fundações e bases de turbinas
- Montagem eletromecânica de turbogeradores a gás
- Subestação elevadora e linha de transmissão
- Tubulação de gás natural e estação de redução de pressão
- Sistemas de resfriamento, água de serviço e combate a incêndio
- Automação, proteção e controle
Janela: Obras civis previstas para começar até janeiro de 2030; operação comercial prevista até agosto de 2031.
Perguntas frequentes
Usina Termelétrica de Lins: quanto será investido em Lins (SP)?
Valor do investimento: R$ 2,45 bi. Fonte: Atlas Público.
Usina Termelétrica de Lins: quando a obra em Lins (SP) começa e termina?
Previsão: obras civis até janeiro de 2030; operação comercial até agosto de 2031. Fase atual: licenciamento.
Usina Termelétrica de Lins: quais serviços a obra vai contratar?
Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar terraplenagem, fundações e bases de turbinas, montagem eletromecânica de turbogeradores a gás, subestação elevadora e linha de transmissão e tubulação de gás natural e estação de redução de pressão.
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