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Mineração · GO

Serra Verde recebe aporte de US$ 750 milhões dos EUA para ampliar mina em Minaçu (GO)

Capitalização da Serra Verde chega a US$ 1,55 bilhão com o aporte do Departamento de Guerra; segunda fase da mina de terras raras deve ficar pronta até o fim de 2027.

Resposta rápida

Serra Verde (controlada pela USA Rare Earth): investimento de US$ 750 mi em Minaçu (GO). Fase atual: obras iniciadas; previsão: meta de 6.500 t/ano de terras raras pesadas até o fim de 2027. Serviços que a obra tende a contratar: ampliação de planta de beneficiamento, montagem eletromecânica, obras civis industriais e sistemas de filtragem e rejeitos.

Aerial shot of a quarry with machinery extracting and processing materials.
Imagem ilustrativa. Foto: Volker Braun / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 24 de agosto de 20264 min de leitura

O governo dos Estados Unidos elevou para US$ 750 milhões o compromisso de investimento do Departamento de Guerra americano na Serra Verde, mineradora de terras raras de Minaçu (GO), dentro de uma capitalização total de US$ 1,55 bilhão concluída em 24 de agosto deste ano, segundo comunicado da controladora USA Rare Earth citado pelo Estadão Conteúdo. O novo aporte é US$ 250 milhões maior que os US$ 500 milhões originalmente previstos e integra o processo de formação de uma sociedade de propósito específico que vai adquirir 100% da produção da primeira fase de terras raras da mina Pela Ema, a única em operação comercial fora da Ásia.

O projeto em números

ItemValor
Aporte do Departamento de Guerra dos EUAUS$ 750 milhões (antes, US$ 500 milhões)
Capitalização total concluída em agosto/2026US$ 1,55 bilhão
Compra da Serra Verde pela USA Rare Earth (abril/2026)cerca de US$ 2,8 bilhões (US$ 300 milhões em caixa e mais de US$ 2,5 bilhões em ações)
Financiamento da DFC para expansão (fevereiro/2026)US$ 565 milhões, segundo a Fortune
Participação dos antigos sócios da Serra Verde na USA Rare Earth34%, segundo a Fortune
Meta de produção da mina até 20276.500 toneladas de óxidos de terras raras pesadas por ano

Contexto

A Serra Verde opera a mina Pela Ema, em argila iônica, desde 2024, e é hoje a única produtora comercial de terras raras do Brasil. A compra pela americana USA Rare Earth foi anunciada em 20 de abril deste ano, avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões, segundo a revista Fortune; a capitalização da sociedade que vai controlar a produção só foi concluída em 24 de agosto, segundo o Estadão Conteúdo, quando o aporte do governo americano subiu para US$ 750 milhões. Michael Blitzer, presidente do conselho da USA Rare Earth, disse que a Serra Verde "é um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo", com mais de US$ 1 bilhão já investidos, e que a mina "está posicionada para ser a primeira a entregar os quatro tipos [de terras raras pesadas] em escala para as cadeias de suprimentos do Ocidente". Separadamente, em fevereiro, a agência de desenvolvimento dos EUA (DFC) já havia oferecido um pacote de financiamento de US$ 565 milhões especificamente para ajudar a custear a expansão da mina, segundo a Fortune; a Serra Verde classificou os termos desse financiamento como confidenciais, segundo o Jornal Opção.

A operação também abriu uma disputa jurídica ainda em curso: o partido Rede Sustentabilidade protocolou, em 24 de abril, uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da troca de controle da mineradora para a empresa americana, sob o argumento de que o projeto "ultrapassa significativamente os limites de um empreendimento privado ordinário" e exige mais transparência da União e da Agência Nacional de Mineração sobre o processo de aprovação. O ministro Nunes Marques foi sorteado relator em 27 de abril; em manifestação de 11 de junho, a Advocacia-Geral da União recomendou negar o pedido de suspensão, afirmando não haver omissão do Estado na análise do caso. Não há, até a publicação desta matéria, registro de decisão do STF sobre o pedido de liminar, mas a capitalização da operação seguiu adiante e foi concluída em agosto, segundo o Estadão Conteúdo.

O que a obra deve contratar

  • Ampliação de planta de beneficiamento. A expansão financiada pela DFC deve incluir novas linhas de processamento do minério de argila iônica extraído em Minaçu.
  • Montagem eletromecânica. Equipamentos de separação e concentração de terras raras pesadas tendem a demandar montagem especializada.
  • Obras civis industriais. Novas estruturas de apoio à planta de beneficiamento devem acompanhar o aumento de capacidade.
  • Sistemas de filtragem e rejeitos. O processamento de argila iônica gera grandes volumes de rejeito, o que deve exigir investimento em contenção e tratamento.
  • Automação e elétrica. A ampliação da capacidade de produção deve vir acompanhada de instrumentação e infraestrutura elétrica novas.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Capitalização da sociedade de propósito específicoconcluída em 24 de agosto de 2026
Produção plena da mina Pela Emameta de 6.500 toneladas/ano de óxidos de terras raras pesadas até o fim de 2027
Ação no STF sobre a troca de controlesem decisão até a publicação desta matéria; AGU recomendou negar a suspensão em junho
Segunda fase de expansão (ampliação de capacidade)em avaliação, sem valor nem data definidos por enquanto

Fornecedores de obra de mineração podem acompanhar outras novas fábricas em Goiás e o panorama completo da editoria de mineração no Radar Capex, além do mapa de obras industriais em andamento no Brasil.

Outras novas fábricas em Goiás

Minaçu não é o único ponto de terras raras no estado: a Aclara concluiu em outubro um estudo de viabilidade para um projeto de US$ 781 milhões em terras raras em Goiás, ainda em fase de estudos. Veja mais obras em andamento em Goiás.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Serra Verde (controlada pela USA Rare Earth)
Local
Minaçu, GO
Valor
US$ 750 mi
Fase
Obras iniciadas
Previsão
meta de 6.500 t/ano de terras raras pesadas até o fim de 2027
Anunciado em
24 de agosto de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O valor que chega ao fornecedor de obra não é o dos US$ 2,8 bilhões da compra em si, que é uma transação acionária, mas o financiamento específico de expansão: os US$ 565 milhões da DFC, oferecidos em fevereiro para ampliar a planta de beneficiamento de Minaçu, e a disputa judicial em curso não deve travar fisicamente a obra no curto prazo, já que a capitalização seguiu adiante mesmo com a ação pendente no STF. Para quem presta serviço de montagem e automação em mineração, o sinal mais forte é a meta de 6.500 toneladas por ano até o fim de 2027, que supõe ampliação física da planta atual; uma eventual segunda fase, ainda em avaliação e sem data, pode multiplicar esse volume de obra, mas por ora é apenas um sinal a acompanhar, não uma contratação concreta.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Ampliação de planta de beneficiamento
  • Montagem eletromecânica
  • Obras civis industriais
  • Sistemas de filtragem e rejeitos
  • Automação e elétrica

Janela: Capitalização da expansão já concluída (agosto/2026); meta de produção plena até o fim de 2027. Segunda fase ainda sem valor nem data definidos.

Perguntas frequentes

Serra Verde (controlada pela USA Rare Earth): quanto será investido em Minaçu (GO)?

Valor do investimento: US$ 750 mi. Fonte: Estadão Conteúdo / Diário de Pernambuco.

Serra Verde (controlada pela USA Rare Earth): quando a obra em Minaçu (GO) começa e termina?

Previsão: meta de 6.500 t/ano de terras raras pesadas até o fim de 2027. Fase atual: obras iniciadas.

Serra Verde (controlada pela USA Rare Earth): quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar ampliação de planta de beneficiamento, montagem eletromecânica, obras civis industriais e sistemas de filtragem e rejeitos.

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