Parks anuncia data center em Cachoeirinha (RS) com R$ 500 milhões
Projeto Tier III de 5 MW terá oito fases de expansão e parceria com a prefeitura para sensores de monitoramento de enchentes.
Resposta rápida
Parks: investimento de R$ 500 milhões em Cachoeirinha (RS). Fase atual: obras iniciadas; previsão: primeira etapa (14 racks) em fase de conclusão desde julho de 2026. Serviços que a obra tende a contratar: obra civil de data center, climatização de precisão, geradores e UPS e subestação e distribuição elétrica.

A empresa de telecomunicações Parks vai investir R$ 500 milhões na construção de um data center Tier III no Distrito Industrial de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), segundo reportagens do Teletime e do Jornal do Comércio publicadas em julho de 2026. O projeto terá 5 megawatts (MW) de capacidade total, dos quais 3,3 MW destinados a equipamentos de tecnologia da informação (TI), distribuídos em dois prédios independentes com quatro salas cada, ao final de oito fases de expansão. A primeira etapa, de 14 racks, já estava em fase de conclusão quando o projeto foi anunciado, segundo a Parks.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento | R$ 500 milhões, segundo Teletime e Jornal do Comércio |
| Capacidade total | 5 MW, dos quais 3,3 MW de carga de TI, segundo o Teletime |
| Estrutura | 2 prédios independentes com 4 salas cada, 8 ambientes de hospedagem e 386 racks de alta densidade, segundo Teletime e Baguete |
| Fases de expansão | 8, com a primeira (14 racks) em fase de conclusão desde julho de 2026, segundo Teletime e Baguete |
| Prazo da 1ª etapa | "ainda em 2026", segundo o Jornal do Comércio (29/09/2026); em julho, o Baguete dizia que a empresa não havia divulgado previsão de conclusão |
| Empregos | cerca de 40 diretos e indiretos, segundo o Teletime |
Contexto
A Parks é descrita pelo Baguete como fundada nos anos 1960, responsável por fabricar o primeiro modem totalmente projetado no Brasil, em 1977; a empresa mantém em Cachoeirinha uma divisão que atende provedores e operadoras com switches e roteadores. O data center marca a entrada da companhia no segmento de colocation e computação em nuvem. Segundo o CEO Fábio Cierro, em declaração ao Teletime, o Brasil responde por apenas 1,5% dos data centers do mundo, e o Rio Grande do Sul concentra cerca de 2% da infraestrutura nacional do setor, contra 75% concentrados em São Paulo, segundo o Baguete. Cierro disse à reportagem que o investimento posiciona a Parks "em um segmento estratégico e em crescimento no Brasil" e que o mercado demanda "segurança, disponibilidade e soberania dos dados em território nacional". A companhia também firmou parceria com a Prefeitura de Cachoeirinha para instalar sensores inteligentes de monitoramento de enchentes no município, segundo o Jornal do Comércio. A certificação Tier III, segundo o modelo do Uptime Institute, pressupõe redundância em todos os sistemas críticos (energia, climatização e conectividade) e manutenção dos equipamentos sem precisar desligar o site.
Em 29 de setembro de 2026, durante reunião-almoço da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) em Porto Alegre, Cierro voltou a falar do projeto e disse que a Parks prevê dois data centers na região, "com perspectiva de expansão para serviços de Inteligência Artificial", segundo o Jornal do Comércio. Na legenda de uma foto do evento, o jornal atribui a Cierro a informação de que a empresa "lançará nuvem pública em 2027". Cachoeirinha já concentra outros investimentos de peso mapeados pelo Radar Capex, como a fábrica de semicondutores de R$ 1 bilhão da Tellescom e o parque logístico de até R$ 1 bilhão da Guardian, ambos no mesmo distrito industrial.
O que a obra deve contratar
- Obra civil de data center. As oito fases previstas significam obra civil recorrente nos dois prédios, não um canteiro único.
- Climatização de precisão. Um site de 3,3 MW de TI exige refrigeração dedicada para as salas de equipamento, distinta da climatização predial comum.
- Geradores e UPS. Certificação Tier III pressupõe redundância de energia, com grupos geradores e sistemas de energia ininterrupta (UPS) dimensionados para zero interrupção.
- Subestação e distribuição elétrica. A capacidade de 5 MW demanda subestação própria e redes de distribuição elétrica de média tensão no site.
- Cabeamento estruturado. Os 386 racks de alta densidade distribuídos em oito ambientes exigem cabeamento estruturado de fibra e cobre em grande volume.
Prazos e próximos passos
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| 19 de julho de 2026 | Jornal do Comércio noticia o investimento de R$ 500 milhões da Parks em Cachoeirinha |
| 24 de julho de 2026 | Teletime e Baguete detalham a estrutura do projeto e confirmam a 1ª fase (14 racks) em conclusão |
| 29 de setembro de 2026 | CEO da Parks anuncia, na Abinee, planos de dois data centers com expansão para IA e nuvem pública |
| Até o fim de 2026 | Entrega da primeira etapa, segundo o Jornal do Comércio |
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- Empresa
- Parks
- Local
- Cachoeirinha, RS
- Valor
- R$ 500 milhões
- Fase
- Obras iniciadas
- Previsão
- Primeira etapa (14 racks) em fase de conclusão desde julho de 2026; demais fases previstas entre 2026 e 2027, sem data detalhada nas fontes.
- Anunciado em
- 24 de julho de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
Um projeto de oito fases dentro do mesmo site é oportunidade recorrente, não um fornecimento único: quem entrar agora na obra civil e na climatização da fase 1 tem posição privilegiada para disputar as fases seguintes conforme a Parks escala a capacidade ao longo de 2026 e 2027. O anúncio de expansão para nuvem pública e serviços de IA em setembro sugere que as próximas fases vão exigir ainda mais densidade elétrica e de refrigeração do que a primeira, abrindo espaço também para integradores de energia e climatização especializados em data center, não apenas construção civil genérica.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Obra civil de data center
- Climatização de precisão
- Geradores e UPS
- Subestação e distribuição elétrica
- Cabeamento estruturado
Janela: Primeira fase (14 racks) perto da conclusão; a janela maior está nas fases 2 a 8, a escalar entre 2026 e 2027 junto com a expansão da empresa para nuvem pública e serviços de IA.
Perguntas frequentes
Parks: quanto será investido em Cachoeirinha (RS)?
Valor do investimento: R$ 500 milhões. Fonte: Teletime.
Parks: quando a obra em Cachoeirinha (RS) começa e termina?
Previsão: primeira etapa (14 racks) em fase de conclusão desde julho de 2026. Fase atual: obras iniciadas.
Parks: quais serviços a obra vai contratar?
Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar obra civil de data center, climatização de precisão, geradores e UPS e subestação e distribuição elétrica.
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- Parks anuncia data center de R$ 500 milhões no Rio Grande do Sul, Teletime, 24 de julho de 2026
- Data center da Parks em Cachoeirinha terá duas etapas, com previsão de expansão para serviços de IA, Jornal do Comércio (Mercado Digital), 29 de setembro de 2026
- Parks terá data center no RS, Baguete, 24 de julho de 2026
- Gaúcha Parks estreia data center de R$ 500 milhões até fim de 2026 em Cachoeirinha, Jornal do Comércio (Mercado Digital), 19 de julho de 2026
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