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Agroindústria · MS

Atvos lança pedra fundamental de usina de etanol de milho de R$ 1 bi em Nova Alvorada do Sul (MS)

Primeira planta de etanol de milho da Atvos integra a Unidade Santa Luzia, já produtora de etanol de cana; obra deve gerar cerca de 2 mil empregos.

Resposta rápida

Atvos: investimento de R$ 1 bi em Nova Alvorada do Sul (MS). Fase atual: obras iniciadas; previsão: obras a partir do 2º semestre de 2026. Serviços que a obra tende a contratar: montagem eletromecânica de fermentação e destilação, tubulação industrial em inox, silos e recepção de milho e secagem de DDG e extração de óleo de milho.

Large industrial storage tanks with green railings against a clear blue sky.
Imagem ilustrativa. Foto: Jan van der Wolf / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 1 de julho de 20263 min de leitura

A Atvos lançou, em 1º de julho de 2026, a pedra fundamental da primeira planta de etanol de milho da empresa, na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul (MS), segundo reportagens do Correio do Estado, da A Crítica e da NovaCana. A nova planta vai integrar o processamento de milho à usina de cana-de-açúcar já existente no local. O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, atribuiu à unidade um investimento de R$ 1 bilhão, segundo página oficial do governo estadual (Semadesc).

O projeto em números

ItemValor
InvestimentoR$ 1 bilhão, segundo o governo de Mato Grosso do Sul
Processamento de milho642 mil toneladas por ano, segundo cobertura da pedra fundamental (um anúncio de 2025 do governo estadual citava 400 mil toneladas por ano para o projeto original)
Produção de etanol273 mil m³ por ano
Coprodutos183 mil toneladas de DDG (ração animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho por ano
Empregos na obracerca de 2 mil, diretos e indiretos
Licença de instalaçãoentregue pelo Imasul em 10 de junho de 2026

Contexto

A Unidade Santa Luzia já opera com cana-de-açúcar, com capacidade para moer 5,5 milhões de toneladas de cana e produzir 498 milhões de litros de etanol por ano, segundo página do governo de Mato Grosso do Sul. A nova planta de milho deve ampliar a produção do complexo, integrando-se à estrutura de caldeira e cogeração já existente. Mato Grosso do Sul concentra uma onda de usinas de etanol de milho nos últimos anos: segundo a Semadesc, o etanol de milho já responde por 37% da matriz de etanol do estado, e a Atvos também avança em um projeto irmão, de mesmo porte, em Costa Rica (MS), que segundo a empresa segue em fase de estudos de engenharia.

"Nosso diferencial não está apenas na produção de etanol de milho, mas na forma como vamos produzi-lo", disse o CEO da Atvos, Bruno Serapião, na cerimônia da pedra fundamental, segundo a NovaCana. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, que participou da entrega da licença de instalação, classificou o projeto como "um centro integrado de produção de energia de maneira rara no Brasil, produzindo etanol de milho, cana e biometano".

Nota sobre os números: há divergência de capacidade entre o anúncio original do projeto, em 2025 (400 mil toneladas de milho por ano, segundo a Semadesc), e a cobertura da pedra fundamental, em julho de 2026 (642 mil toneladas por ano, segundo Correio do Estado e A Crítica). Não encontramos nas fontes abertas um comunicado que explique o aumento de escala entre as duas datas.

O que a obra deve contratar

  • Montagem eletromecânica de fermentação e destilação. O processamento de milho em etanol demanda equipamentos de moagem, fermentação e destilação dedicados.
  • Tubulação industrial em inox. Processos de etanol costumam exigir tubulação sanitária e de processo em aço inoxidável.
  • Silos e recepção de milho. A capacidade de 642 mil toneladas por ano exige estrutura de recepção, secagem e armazenagem de grãos.
  • Secagem de DDG e extração de óleo de milho. Os coprodutos anunciados (183 mil t de DDG e 13 mil t de óleo) demandam linhas de secagem e extração dedicadas.
  • Integração com caldeira e cogeração. A nova planta deve se conectar à estrutura de cogeração já existente na Unidade Santa Luzia.
  • Instrumentação e automação industrial. Um processo contínuo de fermentação e destilação tende a exigir automação de processo dedicada.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Licença de instalaçãoentregue pelo Imasul em 10 de junho de 2026
Pedra fundamentallançada em 1º de julho de 2026
Início efetivo das obrasprevisto para o 2º semestre de 2026, segundo o Correio do Estado
Entrada em operaçãosem data divulgada nas fontes consultadas

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Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Atvos
Local
Nova Alvorada do Sul, MS
Valor
R$ 1 bi
Fase
Obras iniciadas
Previsão
obras a partir do 2º semestre de 2026; sem data de operação divulgada nas fontes abertas
Anunciado em
1 de julho de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O projeto já passou da fase de anúncio para obra iniciada, com licença de instalação e pedra fundamental lançadas, o que reduz o risco de cancelamento e abre a janela de contratação para os próximos meses. A divergência entre a capacidade anunciada em 2025 (400 mil t/ano) e a confirmada na cerimônia de 2026 (642 mil t/ano) sugere que o escopo da obra pode ter crescido, o que tende a significar mais contratos de montagem eletromecânica e estrutura metálica do que o originalmente projetado.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem eletromecânica de fermentação e destilação
  • Tubulação industrial em inox
  • Silos e recepção de milho
  • Secagem de DDG e extração de óleo de milho
  • Integração de caldeira e cogeração
  • Instrumentação e automação industrial

Janela: Obra em fase inicial desde julho de 2026; sem data de operação divulgada.

Perguntas frequentes

Atvos: quanto será investido em Nova Alvorada do Sul (MS)?

Valor do investimento: R$ 1 bi. Fonte: Correio do Estado.

Atvos: quando a obra em Nova Alvorada do Sul (MS) começa e termina?

Previsão: obras a partir do 2º semestre de 2026. Fase atual: obras iniciadas.

Atvos: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar montagem eletromecânica de fermentação e destilação, tubulação industrial em inox, silos e recepção de milho e secagem de DDG e extração de óleo de milho.

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