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Vitória de Lula: o que muda para quem vende obra e serviço para a indústria
Plano registrado no TSE prevê continuidade do Novo PAC, com R$ 600 bilhões programados a partir de 2027, e da Nova Indústria Brasil.
Obras da indústria antes da concorrência.
Os planos de governo lado a lado, o humor do mercado, o calendário até a posse e o que cada cenário muda para quem vende obra e serviço para a indústria.

Plano registrado no TSE prevê continuidade do Novo PAC, com R$ 600 bilhões programados a partir de 2027, e da Nova Indústria Brasil.

Mailza Assis, Omar Aziz, Celina Leão, Lorenzo Pazolini e Cadu de Lula foram confirmados no 2º turno; Vicentinho Júnior é o único a citar investimento em infraestrutura regional.

A governadora citou R$ 7 a 9 bilhões de necessidade nas estradas; o candidato do PSB propôs que o estado assuma o ramal da ferrovia até Suape. O Radar conferiu os números.

No debate da Globo, o governador defendeu a privatização pela meta de universalização; o candidato do PT disse que a venda saiu abaixo do preço, com um único interessado.

Antes do 2º turno, o candidato do Republicanos aponta falta de rodovia e ferrovia para o porto da Imetame; o governador do MDB cita a fábrica de 200 mil carros por ano da GWM.

O candidato do PSD listou obras de quando governou o Amazonas, de 2010 a 2014; a ponte de 3,6 km foi inaugurada em 24 de outubro de 2011 com R$ 586 milhões do BNDES.

A ponte entre Cruzeiro do Sul e Estrela, paralela à BR-386, teve os primeiros pilares erguidos em outubro de 2026 e passa ao governo eleito em 6 de janeiro de 2027.

A rodovia de 145 km e seis faixas entre a Grande Florianópolis e Joinville passa de R$ 7 bilhões; o lote entre Itajaí e Navegantes teve cautelar do TCE-SC, depois suspensa na Justiça.

O governador eleito quer a Agepar com delegação da ANTT e um observatório digital das obras; o programa tem seis lotes, 3.327 km e 1.783 km de duplicações previstas.

Vilela (MDB) venceu no 1º turno, em 4 de outubro, com 59,17% dos votos válidos e promete concluir 84 rodovias em execução e investir mais de R$ 5 bilhões nos próximos quatro anos.

Presidente toma posse em 5 de janeiro e governadores em 6 de janeiro de 2027. Antes disso, o Congresso vota um Orçamento com R$ 133,8 bilhões em investimentos.

Flávio retoma o Casa Verde e Amarela e aposta em PPPs e concessões de saneamento até 2033; Lula mantém o Minha Casa Minha Vida e a carteira do Novo PAC com 233 km de trilhos e 296 km de BRT.

Plano de Lula aprofunda a Nova Indústria Brasil, que soma R$ 860 bilhões em financiamentos de 2023 a 2026; o de Flávio aposta em corte de custos e desoneração dos investimentos.

Plano de Lula põe a Petrobras no centro e cita carteira de R$ 595 bilhões em energia no Novo PAC; o de Flávio não menciona a estatal e aposta em rede privada de gás, baterias e corte de encargos.

Plano de Flávio propõe revisar a reforma em até seis meses, com IVA perto de 20% e fim do split payment; o de Lula mantém o cronograma. A CBS começa a ser cobrada em 1º de janeiro de 2027.

Plano de Flávio limita crédito subsidiado e prevê R$ 900 bilhões em infraestrutura em quatro anos; o de Lula mantém o arcabouço e o financiamento direcionado da Nova Indústria Brasil. Nenhum cita a TLP.

Seis unidades da federação escolhem governador em 25 de outubro de 2026. O Rio saiu da lista após o TSE anular votos de Garotinho. Polo de Manaus e logística capixaba concentram as propostas industriais.

Carteira apresentada em 8 de outubro reúne leilões portuários, autorizações privadas, obras aeroportuárias e hidroviárias entre 2027 e 2030, segundo o ministério.

Carteira anunciada em 15/10 prevê 11 leilões de rodovias federais em 2027, com R$ 54,9 bi em obras e R$ 47,8 bi em operação e manutenção, segundo o ministério.

Flávio Bolsonaro prevê R$ 900 bilhões em 4 anos via concessões e PPPs; Lula cita R$ 280 bilhões do Novo PAC em 2025. Segundo turno é em 25 de outubro.

Transmissão de R$ 8,9 bilhões em 30 de outubro e aeroportos de R$ 2,06 bilhões em 17 de dezembro lideram o fim de ano; rodovias, ferrovias e portos somam ao menos R$ 204 bilhões adiados.

Copom cortou 0,25 ponto em decisão unânime; o IPCA de setembro levou a inflação em 12 meses a 4,58%, acima do teto, e o BC deixou os próximos passos em aberto.

O Novo PAC fica com R$ 61,5 bilhões, com destaque para Minha Casa, Minha Vida, transporte urbano e drenagem; texto ainda depende do Congresso.

Na NF-e, usada por indústrias e distribuidores, 78% dos emissores já destacam o novo tributo; ICMS e ISS começam a cair em 2029.

Indústria perde força em agosto de 2026, com máquinas e equipamentos 8% abaixo de um ano antes; investimento cresce 1,2% no segundo trimestre, mas pesa menos no PIB.

Carteira federal para 2027 soma 11 leilões rodoviários e 18 projetos ferroviários; ABDIB registra recorde de R$ 280,4 bilhões investidos em infraestrutura em 2025, mas vê cautela no setor.

ICEI avança 1,3 ponto em outubro de 2026 puxado pelas expectativas; na FGV, confiança da indústria cai pelo terceiro mês e a da construção recua a 90,5 pontos.

Boletim Focus de 19 de outubro de 2026 mantém a Selic de 2027 em 12% pela 18ª semana, corta o PIB do ano que vem para 1,32% e eleva o IPCA para 4,32%.