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Farma e saúde · SP

EMS amplia centro de pesquisa em Hortolândia (SP) com R$ 107,6 mi

BNDES aprova financiamento para a maior ampliação já feita no centro de P&D da farmacêutica, que deve dobrar de capacidade.

Resposta rápida

EMS: investimento de R$ 107,6 milhões em Hortolândia (SP). Fase atual: financiamento aprovado; previsão: sem data pública de conclusão da obra nas fontes consultadas. Serviços que a obra tende a contratar: construção de laboratórios de P&D farmacêutico, reforma de estrutura existente, HVAC laboratorial e salas limpas e utilidades e gases de laboratório.

Modern laboratory with microscope, monitor, and office equipment on desk.
Imagem ilustrativa. Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 17 de novembro de 20254 min de leitura

A EMS vai ampliar em cerca de 70% a área do seu Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Hortolândia (SP), depois de o BNDES aprovar um financiamento de R$ 107,6 milhões pelo programa BNDES Mais Inovação, anunciado em 17 de novembro de 2025. A farmacêutica afirma que a obra deve dobrar sua capacidade de desenvolver novos projetos, segundo reportagens do Estadão Conteúdo, veiculadas pela ISTOÉ Dinheiro e pela Mercado&Consumo, e do Times Brasil (licenciado CNBC).

O projeto em números

ItemValor
Financiamento aprovado pelo BNDESR$ 107,6 milhões, pelo programa BNDES Mais Inovação
Ampliação de área do centrocerca de 70%
Capacidade de novos projetos de PD&Ideve dobrar, segundo a EMS
Profissionais no complexo hojemais de 800, segundo o Times Brasil
Novas contratações previstascerca de 290 pesquisadores e especialistas

Nenhuma das fontes consultadas informa a área em metros quadrados, antes ou depois da ampliação, nem um prazo de conclusão da obra.

Contexto

A EMS, fundada em 1964, acelerou sua expansão depois da Lei dos Genéricos, de 1999, e hoje emprega 7,3 mil colaboradores, segundo o Times Brasil. A combinação de medicamentos de prescrição médica e genéricos responde por mais de 70% do faturamento da companhia, que mantém cerca de 100 patentes concedidas ou em análise no Brasil e no exterior, incluindo Estados Unidos e Europa. O portfólio inclui biológicos, oncológicos liofilizados e genéricos de alta complexidade, caso da Ciclosporina Microemulsão, exportada para a Europa desde 2020, posição em que a reportagem descreve a EMS como "a única produtora brasileira do medicamento". A empresa vende em 56 países.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que "o apoio do BNDES contribui para o desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional, fortalecendo também sua capacidade para inovar", segundo a ISTOÉ Dinheiro. Ao Times Brasil, Mercadante acrescentou que "melhorar infraestrutura de PD&I é essencial para reduzir vulnerabilidades e ampliar o acesso à saúde". O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que, "com o aumento da área de pesquisa, desenvolvimento e inovação, reforçamos nosso pipeline e ampliamos nossa capacidade de entregar mais produtos".

Parte do novo centro será dedicada a um núcleo voltado a mercados externos, com foco na Europa e na América do Norte, descrito pelo Times Brasil como "um passo central para a estratégia de internacionalização" da empresa. O investimento em Hortolândia se soma a outro movimento recente da EMS no mesmo município: a inauguração, segundo a reportagem, de uma fábrica que produz as primeiras canetas injetáveis para obesidade e diabetes tipo 2 feitas no Brasil, batizadas Olire e Lirux, à base de liraglutida, também com apoio do BNDES, embora o valor desse outro financiamento não apareça nas fontes consultadas nesta apuração.

O que a obra deve contratar

  • Construção de laboratórios de P&D farmacêutico. Área nova para abrigar a expansão da estrutura de pesquisa.
  • Reforma de estrutura existente. Readequação física do centro já em operação em Hortolândia.
  • HVAC laboratorial e salas limpas. Climatização e controle de contaminação para ambientes de pesquisa farmacêutica.
  • Utilidades e gases de laboratório. Infraestrutura de apoio aos novos equipamentos analíticos.
  • Instalação de equipamentos analíticos. Montagem de dissolutores, cromatógrafos, viscosímetros, centrífugas, espectrofotômetros e difratômetros citados pela ISTOÉ Dinheiro.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Aprovação do financiamentoBNDES aprovou R$ 107,6 milhões em 17 de novembro de 2025
Contratação de equipeprevisão de cerca de 290 novos pesquisadores e especialistas
Conclusão da obrasem data pública nas fontes consultadas

Quem presta serviço de construção, climatização de ambiente controlado e instalação de equipamentos de laboratório tem na EMS um cliente privado com financiamento já aprovado e um escopo técnico bem definido: laboratórios farmacêuticos exigem salas limpas, HVAC de precisão e um conjunto de equipamentos analíticos que não é trivial de instalar. É uma obra menor em valor perto de outras do setor, mas com baixo risco de cancelamento, por já ter o crédito do BNDES liberado.

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A ampliação da EMS se soma a outros investimentos recentes mapeados pelo Radar Capex em São Paulo, como a ampliação da fábrica de café da Nestlé em Araras, de R$ 1 bilhão. Veja as novas fábricas em São Paulo no Mapa de obras.

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Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
EMS
Local
Hortolândia, SP
Valor
R$ 107,6 milhões
Fase
Financiamento aprovado
Previsão
Sem data pública de conclusão da obra nas fontes consultadas.
Anunciado em
17 de novembro de 2025

O que isso significa para quem vende para a indústria

O financiamento já aprovado pelo BNDES reduz o risco de cancelamento desta obra em relação a um simples anúncio de intenção, o que a torna um alvo de prospecção mais seguro para quem presta serviço de ambiente controlado e instalação de equipamentos de laboratório. O escopo técnico de uma expansão de PD&I farmacêutico (salas limpas, HVAC de precisão, equipamentos analíticos de alta especificação) favorece fornecedores especializados nesse nicho, e não empreiteiras generalistas, o que reduz a concorrência por obra civil comum. A principal lacuna de informação é o prazo: nenhuma fonte consultada diz quando a obra deve ficar pronta, o que torna necessário acompanhar comunicados futuros da EMS ou do BNDES para calibrar o momento certo de prospecção.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Construção de laboratórios de P&D farmacêutico
  • Reforma de estrutura existente
  • HVAC laboratorial e salas limpas
  • Utilidades e gases de laboratório
  • Instalação de equipamentos analíticos

Janela: Financiamento aprovado em novembro de 2025; obra sem data pública de conclusão, mas crédito já liberado reduz risco de cancelamento.

Perguntas frequentes

EMS: quanto será investido em Hortolândia (SP)?

Valor do investimento: R$ 107,6 milhões. Fonte: ISTOÉ Dinheiro (Estadão Conteúdo).

EMS: quando a obra em Hortolândia (SP) começa e termina?

Previsão: sem data pública de conclusão da obra nas fontes consultadas. Fase atual: financiamento aprovado.

EMS: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar construção de laboratórios de P&D farmacêutico, reforma de estrutura existente, HVAC laboratorial e salas limpas e utilidades e gases de laboratório.

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