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Obras da indústria antes da concorrência.

Química e petróleo · BA

Acelen amplia refinaria em São Francisco do Conde (BA) com R$ 736 mi

Ampliação de 10,5% na unidade de diesel de Mataripe custou R$ 71,5 milhões e integra plano de R$ 736 milhões da Acelen para 2026, com novas paradas previstas em 2027 e 2028.

Resposta rápida

Acelen: investimento de R$ 736 mi em São Francisco do Conde (BA). Fase atual: obras iniciadas. Serviços que a obra tende a contratar: manutenção industrial em parada, caldeiraria e tubulação industrial, montagem eletromecânica e inspeção NR13 e ensaios não destrutivos.

A refinery with large stainless steel storage tanks during sunset, showcasing industrial infrastructure.
Imagem ilustrativa. Foto: FCL by Photofabianni.com / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 2 de março de 20264 min de leitura

A Acelen, controlada pelo fundo soberano Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, concluiu em maio de 2026 um ciclo de ampliação da unidade de hidrodessulfuração de diesel (U-37) da Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde (Bahia), elevando a capacidade de 12,4 mil para 13,7 mil metros cúbicos por dia, um aumento de cerca de 10,5%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A autorização para operar no novo patamar foi publicada no Diário Oficial da União em 24 de setembro, de acordo com a Movimento Econômico, e a Acelen confirmou publicamente a ampliação em outubro, segundo a Agência iNFRA. O investimento desse ciclo específico foi de R$ 71,5 milhões, informou a vice-presidência de Operações da companhia à Agência iNFRA, e integra um plano maior de R$ 736 milhões que a Acelen havia anunciado para todo o complexo em 2026, segundo reportagem da Reuters publicada pela NovaCana em março.

O projeto em números

ItemValor
Capacidade da unidade U-37 antes da ampliação12,4 mil m³/dia, segundo a Movimento Econômico
Capacidade após a ampliação13,7 mil m³/dia, aumento de cerca de 10,5%, segundo a ANP (via Movimento Econômico)
Ganho acumulado desde a privatização em 2021de 11 mil para 13,7 mil m³/dia, cerca de 25% em cinco anos, segundo a Agência iNFRA
Investimento do último ciclo (2026)R$ 71,5 milhões, segundo a Agência iNFRA
Plano total de investimentos da refinaria em 2026R$ 736 milhões, segundo a Reuters/NovaCana
Investido no complexo desde a compra da Petrobras, em 2021cerca de R$ 4 bilhões, segundo a Acelen (via Agência iNFRA)
Capacidade total de processamento de petróleomantida em 60 mil m³/dia; a ampliação altera apenas o tratamento de diesel, segundo a Movimento Econômico

Contexto

A Refinaria de Mataripe é a mais antiga do país, inaugurada em 1950, e responde por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil, segundo a Reuters. A unidade foi vendida pela Petrobras à Mubadala Capital em 2021 e hoje abastece mais de 80% do consumo de combustíveis da Bahia e 42% do Nordeste, de acordo com a Agência iNFRA. Desde a privatização, a companhia já investiu cerca de R$ 4 bilhões no ativo, segundo a própria Acelen, e planeja mais R$ 4 bilhões entre 2027 e 2030, voltados a manutenção, segurança, eficiência energética e descarbonização, de acordo com a Reuters. Para o vice-presidente de Operações da Acelen, Celso Ferreira, "esse é o grande investimento do ano em termos de evolução de capacidade", em referência ao plano de R$ 736 milhões de 2026. A ampliação de diesel ocorre no momento em que o Brasil importa entre 20% e 29% do combustível que consome, segundo dados da consultoria StoneX citados pela Reuters, o que empurra refinarias nacionais a buscar ganhos de capacidade sem construir novas plantas. A Acelen também mantém, no mesmo complexo industrial, a subsidiária Acelen Renováveis, que avança em uma biorrefinaria de combustível sustentável de aviação (SAF) com investimento bilionário já mapeado pelo Radar Capex. A companhia prevê ainda instalar, ainda em 2026, um sistema de recuperação de gases de tocha que deve reduzir em até 40% as emissões da unidade, segundo a Reuters.

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O que a obra deve contratar

  • Manutenção industrial em parada. O ciclo concluído em maio e as próximas paradas programadas para 2027 e 2028 tendem a concentrar contratos de manutenção de grande porte na unidade de diesel e em áreas correlatas.
  • Caldeiraria e tubulação industrial. Ganhos de capacidade em unidades de hidrotratamento costumam envolver troca de permutadores de calor, válvulas e trechos de tubulação de processo.
  • Montagem eletromecânica. Melhorias nos reatores da unidade de diesel, mencionadas pela Reuters, normalmente demandam desmontagem, inspeção e remontagem de equipamentos rotativos e estáticos.
  • Inspeção NR13 e ensaios não destrutivos. Vasos de pressão e tubulações de uma refinaria em operação exigem inspeção periódica por profissionais habilitados, sobretudo após ampliação de capacidade.
  • Andaimes e isolamento térmico. Intervenções em unidades de processo em refinarias normalmente exigem acesso por andaime certificado e isolamento térmico de linhas e equipamentos.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Obras do ciclo de ampliação da U-37concluídas em maio de 2026, segundo a Agência iNFRA
Autorização da ANP para o novo patamar de produçãopublicada no Diário Oficial da União em 24 de setembro de 2026
Confirmação pública da ampliação pela Acelenoutubro de 2026
Sistema de recuperação de gases de tochaprevisto para ser instalado ainda em 2026, segundo a Reuters
Novas avaliações de ampliação de capacidadenas próximas paradas de manutenção, previstas para 2027 e 2028, sujeitas a decisão técnica e de mercado
Plano de investimentos 2027-2030cerca de R$ 4 bilhões, voltados a manutenção, segurança, eficiência energética e descarbonização

Outras obras industriais na Bahia

A ampliação em Mataripe se soma a outros grandes investimentos que o Radar Capex acompanha na Bahia, incluindo a própria biorrefinaria de SAF da Acelen Renováveis, no mesmo município. Veja outras obras industriais de química e petróleo e o panorama completo de obras industriais em andamento no Mapa de obras.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Acelen
Local
São Francisco do Conde, BA
Valor
R$ 736 mi
Fase
Obras iniciadas
Previsão
Ciclo de ampliação concluído em maio de 2026, com autorização da ANP em 24 de setembro; novas ampliações avaliadas nas paradas de manutenção de 2027 e 2028.
Anunciado em
2 de março de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A ampliação de Mataripe não é um anúncio isolado: é a confirmação de que a Acelen trata a refinaria como ativo de ganhos incrementais recorrentes, com uma parada de manutenção programada a cada um ou dois anos (2026, 2027, 2028). Para quem presta serviço de engenharia e manutenção industrial, o sinal mais útil não é o valor de um único ciclo, e sim o calendário: cada parada programada tende a abrir uma nova rodada de contratos de caldeiraria, montagem eletromecânica, inspeção e andaimagem, geralmente concentrada em poucas semanas de intervenção. O plano de R$ 4 bilhões entre 2027 e 2030, focado em manutenção, segurança, eficiência energética e descarbonização, indica que esse fluxo de contratação deve continuar mesmo sem novos saltos de capacidade. O sistema de recuperação de gases de tocha previsto para ainda este ano é a oportunidade mais concreta de curto prazo para fornecedores de equipamentos de processo e automação.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Manutenção industrial em parada
  • Caldeiraria e tubulação industrial
  • Montagem eletromecânica
  • Inspeção NR13 e ensaios não destrutivos
  • Andaimes e isolamento térmico

Janela: Próximas paradas de manutenção previstas para 2027 e 2028, quando a Acelen deve avaliar novas ampliações; plano de R$ 4 bilhões entre 2027 e 2030 inclui manutenção, segurança, eficiência energética e descarbonização.

Perguntas frequentes

Acelen: quanto será investido em São Francisco do Conde (BA)?

Valor do investimento: R$ 736 mi. Fonte: NovaCana (Reuters).

Acelen: quais serviços a obra vai contratar?

Pela análise do Radar Capex, a obra tende a contratar manutenção industrial em parada, caldeiraria e tubulação industrial, montagem eletromecânica e inspeção NR13 e ensaios não destrutivos.

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