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Investimentos · SP

Zilia Technologies amplia fábrica de semicondutores em Atibaia (SP) com R$ 143,3 milhões

O BNDES aprovou o crédito pela linha Mais Inovação para a Zilia comprar máquinas e modernizar a planta que já emprega 700 pessoas e fabrica memórias para data center e IA.

Detailed view of organized electronic circuit boards in a production setting.
Imagem ilustrativa. Foto: Andrey Matveev / Pexels
Por Redação Radar CapexPublicado em · fato divulgado em 10 de junho de 20264 min de leitura

O BNDES aprovou, em 10 de junho de 2026, um financiamento de R$ 143,3 milhões para a Zilia Technologies ampliar e modernizar sua fábrica de semicondutores em Atibaia, no interior de São Paulo, segundo o ConvergenciaDigital e o DPL News. O crédito sai pela linha BNDES Mais Inovação, dentro da política Nova Indústria Brasil (NIB), e banca sobretudo a compra de máquinas de teste, montagem, manipulação e medição de componentes eletrônicos, além de pesquisa e desenvolvimento, segundo as mesmas fontes.

O projeto em números

ItemValor
Financiamento BNDES aprovadoR$ 143,3 milhões, pela linha Mais Inovação, segundo o ConvergenciaDigital
Destino do créditopesquisa e desenvolvimento, compra de máquinas e expansão e modernização da fábrica de Atibaia (SP), segundo o DPL News
Produção atualcerca de 150 milhões de chips e 7 milhões de módulos por ano, segundo o DPL News
Empregoscerca de 700 profissionais atualmente, com previsão de contratar mais cerca de 100 por ano até o fim da década, principalmente em engenharia, manufatura avançada e P&D, segundo o ConvergenciaDigital
Plano anterior (2024)a empresa havia anunciado cerca de R$ 650 milhões em investimentos no Brasil até o fim de 2025, dos quais cerca de R$ 475 milhões para ampliar capacidade de produção em Atibaia (SP) e Manaus (AM), e R$ 175 milhões em pesquisa, desenvolvimento e qualificação de mão de obra, segundo o Teletime News

Contexto

A Zilia Technologies fabrica componentes de memória e armazenamento, como DDR5, LPDDR5, uMCP, UFS 4.0 e NAND Flash, além de módulos de memória e conectividade para internet das coisas, com fábricas em Atibaia (SP) e Manaus (AM), segundo o Teletime News. O financiamento aprovado em junho de 2026 mira especificamente memórias de alto desempenho voltadas a data centers e inteligência artificial, com o objetivo declarado de reduzir a dependência brasileira de componentes importados, segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota citada pelo ConvergenciaDigital: "fabricar e desenvolver semicondutores aqui no Brasil é um passo estratégico para reduzir a dependência de componentes importados". Mercadante também disse que a produção local "reduz custos, aumenta a competitividade do mercado interno".

Em julho de 2024, o CEO da Zilia, Rogério Nunes, já havia anunciado o plano de R$ 650 milhões, dizendo que a empresa estava "lançando novos produtos e nos preparando para o mercado de varejo" e defendendo apoio estatal via o programa Padis (de incentivo a semicondutores): "o apoio do governo neste processo é a chave para melhores resultados", segundo o Teletime News. Esse plano de 2024 já prometia nova linha de produção em Atibaia dedicada à exportação. O financiamento do BNDES de 2026 não detalha se substitui, complementa ou é parte desse valor de R$ 650 milhões anunciado dois anos antes; as fontes consultadas não cruzam os dois números.

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O crédito da Zilia entra na política Nova Indústria Brasil (NIB), lançada pelo governo federal para destravar investimento industrial com financiamento do BNDES em condições melhores que as de mercado, e se soma ao programa Padis, criado para atrair e manter fabricação de semicondutores no país. Empresas do setor citam com frequência a dependência brasileira de chips importados, sobretudo para data center e inteligência artificial, como argumento para esse tipo de linha de crédito; o caso da Zilia segue esse roteiro, com o financiamento mirando exatamente memórias de alto desempenho para esses dois mercados.

O que a obra deve contratar

  • Obras civis de expansão da área fabril. A modernização e ampliação da planta de Atibaia, citadas pelo BNDES, pressupõem obra civil antes da instalação de novos equipamentos.
  • Salas limpas e utilidades para semicondutores. A fabricação de chips e módulos de memória exige ambientes controlados de partículas, temperatura e umidade.
  • Climatização e controle de particulados. Produção de semicondutores de alto desempenho depende de HVAC dedicado e filtragem de ar de alta eficiência.
  • Instalação de linhas de montagem e teste. O crédito do BNDES financia diretamente máquinas de teste, montagem, manipulação e medição, que precisam de instalação e comissionamento especializados.
  • Automação e instrumentação de processo. Uma fábrica de semicondutores depende de controle fino de processo em cada etapa, da manipulação de wafers à embalagem final dos módulos.

Prazos e próximos passos

EtapaData
Anúncio do plano de R$ 650 milhões no Brasiljulho de 2024
Aprovação do financiamento BNDES Mais Inovação10 de junho de 2026
Liberação dos recursossujeita à formalização do contrato de financiamento e ao cronograma do projeto apresentado pela Zilia, segundo o ConvergenciaDigital
Meta de contrataçãocerca de 100 novas pessoas por ano até o fim da década

Quem fornece obra civil, salas limpas e climatização para a indústria de semicondutores encontra em Atibaia uma frente de contratação que deve se abrir assim que o contrato do BNDES for formalizado; o quadro completo das novas fábricas em São Paulo e de outras obras industriais em andamento está no Mapa de obras do Radar Capex. Fábricas de componentes eletrônicos também aparecem na editoria de novas fábricas de eletrônicos e semicondutores no Brasil.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Zilia Technologies
Local
Atibaia, SP
Valor
R$ 143,3 mi
Fase
Financiamento aprovado
Previsão
Liberação dos recursos sujeita à formalização do contrato de financiamento e ao cronograma do projeto apresentado pela Zilia ao BNDES
Anunciado em
10 de junho de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O financiamento do BNDES é pequeno perto do plano de R$ 650 milhões que a Zilia já havia anunciado em 2024, o que sugere uma nova rodada de investimento, não a mesma obra reembalada; vale acompanhar se a empresa detalha isso em balanço ou comunicado. A condicionante de formalização do contrato significa que a obra ainda não tem data de início confirmada, mas o histórico da empresa (que já ampliou Atibaia e Manaus desde 2024) indica que a modernização deve avançar rápido assim que o crédito for liberado. Para fornecedores de obra civil e salas limpas, o ponto de entrada é a licitação ou cotação que a Zilia deve abrir para a compra das máquinas de teste e montagem citadas no financiamento, já que isso normalmente vem acompanhado de adequação do espaço fabril. O caso também sinaliza que o BNDES está usando o Mais Inovação para atrair fabricantes de memória focados em data center e IA, um segmento que deve gerar mais fichas parecidas nos próximos meses.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Obras civis de expansão de área fabril
  • Salas limpas e utilidades para produção de semicondutores
  • Climatização e controle de particulados
  • Instalação de linhas de montagem e teste de chips
  • Automação e instrumentação de processo

Janela: Financiamento aprovado em 10 de junho de 2026; liberação dos recursos depende da formalização do contrato com o BNDES. Fornecedores de obra civil, salas limpas e climatização devem acompanhar a Zilia para entender o cronograma de obra em Atibaia (SP).

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